Gravidez: o que você pode fazer pela saúde do seu bebê

Por Gizele Monteiro – Personal Gestante by Gravidez em Forma

 

Tenho estudado muito sobre os benefícios do exercício para a saúde da mamãe e do bebê e quanto mais estudo, mais me encanto !!!

Veja essa bela matéria que saiu no site da Febrasgo onde nossa consultoria para a Revista Crescer foi citada.

 

Da alimentação a técnicas de relaxamento, há muito o que fazer pelo bem do seu filho ao longo dos nove meses de gestação

Apesar de o corpo da mulher ser biologicamente preparado para gerar um bebê saudável, ações, escolhas e sentimentos ao longo dos nove meses podem impactar na formação da criança, que convive com o conjunto de sons produzidos internamente pelo corpo da mãe, como o batimento do coração e ruídos intestinais, além dos externos – que ele começa a ouvir por volta do quinto mês de gestação, de forma rudimentar. A psicanalista Joana Wilheim é categórica ao afirmar no livro O Que É Psicologia Pré-Natal (Ed. Casa do Psicólogo) que o feto “tem vida emocional estreitamente vinculada à sua mãe, captando os seus estados emocionais e sua disposição afetiva com ele”. Para ajudar nessa etapa, CRESCER recorreu às pesquisas mais recentes e consultou especialistas na área. O resultado é um manual que pode ser seguido por você nesses nove meses. Prepare o caderninho de anotações!

1. Tudo começa com o ácido fólico

Ao lado do “sexo do bebê” e do “tipo do parto”, o ácido fólico também deveria fazer parte das principais preocupações das grávidas. A vitamina do complexo B é essencial para formação do tubo neural do bebê, prevenção de malformações e síntese de DNA. Por isso, os médicos recomendam a suplementação por pelo menos três meses antes da concepção. Ótimo na teoria, já na prática… Um levantamento da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, a Febrasgo, apontou que apenas 3% das gestantes atendidas pela rede pública de saúde ingerem os níveis diários de ácido fólico (400 microgramas, como recomenda a Organização Mundial da Saúde). O número sobe para 30% nas mulheres que fazem o pré-natal particular, mas está longe de ser ideal. Uma tentativa de aumentar as taxas do nutriente no organismo da população veio em 2002, quando a Anvisa e o Ministério da Saúde determinaram que fabricantes de farinha de trigo e milho deveriam enriquecer os alimentos com ácido fólico. Nos Estados Unidos, uma política semelhante já resultou em benefícios comprovados pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças. Em artigo publicado em janeiro, os pesquisadores da entidade enfatizaram que anualmente 1.300 bebês no país são salvos de nascer com malformações no cérebro e na espinha graças apenas à fortificação de alimentos coma vitamina.

 

2. Um novo cardápio

Não adianta controlar a aquisição de quilos extras, sem reformular o menu. O sal, por exemplo, deve ter seu consumo reduzido ao máximo para manter a pressão arterial equilibrada, evitando o aparecimento da pré-eclâmpsia, que pode levar à morte da mãe e do bebê. Bebida alcoólica também deve ser banida na gestação. “Como tem passagem livre pela placenta, o álcool chega ao organismo do bebê afetando sua formação e aumentando os riscos de trazer, no futuro, problemas de comportamento, como hiperatividade e déficit de atenção”, explica a nutricionista Indiomara Baratto, que atende na Casa da Mulher, do Departamento de Obstetrícia da Unifesp. “Isso sem contar a Síndrome Fetal Alcoólica, que faz com que a criança apresente anormalidades faciais, déficit intelectual e problemas cognitivos (no caso de consumo regular da bebida)”. Carnes malpassadas, ovos e peixes crus, leite e derivados não pasteurizados integram a lista dos itens a serem evitados, já que são potenciais transmissores de bactérias. Cafeína, alimentos diet e light e adoçantes artificiais devem ser consumidos com moderação – procure evitar a sacarina e o ciclamato. Apesar dessas restrições, a nutricionista garante que não é assim tão difícil adotar um cardápio saudável. É só lembrar-se dos alimentos que são sempre citados como sinônimos de vitaminas e minerais, como grãos integrais, leite pasteurizado e derivados magros, carnes magras, frutas, verduras e legumes.

 

Alimentação na gravidez
Alimentação na gravidez

 

3. Movimentos livres (Exercícios físicos)

A atividade física é essencial para uma gestação mais tranquila. A personal gestante Gizele Monteiro, consultora e criadora do projeto online Gravidez em Forma, explica: “Além de trazer bem-estar, relaxamento e adrenalina na medida certa, os exercícios físicos ajudam a garantir a força muscular, o que diminui o impacto das alterações ósseas e posturais típicas da gravidez”. Isso sem falar na manutenção do peso, diminuição das dores na região lombar e no quadril e na aceleração da recuperação no pós-parto. “Há estudos que mostram que praticar exercícios na gravidez está associado ao melhor desenvolvimento emocional da mulher e prevenção do aparecimento de depressão pós-parto”.

 

Exercício para dor nas costas da mamães
Exercício para dor nas costas da mamães

 

4. Equilíbrio entre estresse e calmaria

Uma compilação de estudos feita pelo Departamento de Saúde Comportamental e Desenvolvimento da Geórgia (EUA), reuniu muito do que a ciência já descobriu sobre o impacto do estresse e da ansiedade da mãe na gravidez e na vida da criança. Para a mãe, a maior consequência apontada é também a mais trágica: o aborto. Já o bebê de uma grávida estressada pode chegar ao mundo prematuramente, com baixo peso e, no futuro, ter déficit de atenção, problemas emocionais, de conduta e de desenvolvimento. Mas como evitar a tensão se só de ler a frase acima já começa aquele leve desespero? Acalme-se, respire. Respire lenta e profundamente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. Sim, essa é uma dica valiosa para quando se está no meio de um “ataque de nervos”. Como medida preventiva, a psicóloga Lália Dayse Farias, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), no Rio de Janeiro, aconselha o envolvimento com atividades que garantem o alívio da tensão, como ioga, meditação, caminhadas ao ar livre ou acupuntura, se liberado pelo obstetra. “Ver um bom filme, ler um livro ou ouvir uma música que você gosta ajuda a distrair a cabeça.”

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