Gravidez pode desencadear ou agravar a obesidade

Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach – Programa Gravidez e Mães em Forma

 

Até algumas décadas, a mulher ao engravidar deveria “ficar parada e comer por dois”.

Afinal, seu corpo precisa de mais energia para a formação do bebê e também ela não devia se cansar.

Grávida em Forma
Grávida em Forma

Hoje sabemos que não só o sedentarismo não é positivo para a mulher e o bebê, mas também o ganho de peso excessivo (ganho com essa teoria do comer por dois) podem comprometer a saúde futura da mulher e do bebê.

Os índices de obesidade da mulher elevam-se drasticamente após uma gestação e pioram após gestações subsequentes.

Como Personal Gestante e Coach vejo a grande diferença na vida da mulher quando ela controla o peso e quando não controla. Isso não só na gravidez, mas também após.

“Mulheres obesas ou com sobrepeso que engravidam têm mais chance de uma gravidez de alto risco e estão mais propensas a terem um parto prematuro e sofrerem com o aparecimento de doenças como hipertensão e diabetes. O trabalho de parto, em si, é mais complicado e isso pode levar ao sofrimento do bebê”, isso é documentado por vários estudos e pesquisadores”.

A vida não é mais fácil também para as que se tornam obesas com a gestação: “A obesidade pode ser o fator desencadeante ou agravante da obesidade. Por isso, todo cuidado com a boa forma é sempre bem-vindo nessa fase da vida”.

 

As alterações metabólicas fazem com que, durante a gravidez, exista um armazenamento de gorduras maior e, caso a mamãe extrapole nas refeições, essa “reserva” será também maior. “Para mim o sobrepeso já é um fator extremamente preocupante, pois ela estar acima do peso já a leva para uma condição de obesidade muito facilmente, pois significa que seu estilo de vida não é saudável”.

 

Veja alguns efeitos e riscos para o bebê quando a mães ganha mais peso que o ideal:

As gestantes que engordam colocam em risco a saúde do seu filho. Alguns problemas que podem afetá-lo:

– a mãe transmitir ao filho o gene da obesidade, aumentando as chances da criança se tornar obesa no futuro;
– mães obesas têm alterações que aumentam a propensão à diabetes gestacional e a criança também tem a chance de ser diabética no futuro;
– as mães com diabetes gestacional têm muita glicose no sangue. Assim, o pâncreas do bebê precisa trabalhar mais para lidar com essa glicose, mas quando ele nasce, seu pâncreas ainda está em superprodução, apesar de não haver mais a glicose da mãe e, com isso, ele pode ter crises de hipoglicemia que colocam em risco a sua vida;
– o parto pode ser mais difícil e demorado , colocando a criança em sofrimento;
– gestantes obesas e com diabetes tendem a ter bebês com mais de 4 kg (macrossômicos). “Eles são grandes, mas muito frágeis e o parto normal fica inviável”

 

Há complicações para a saúde materna também. Além dos riscos de diabetes e hipertensão, que são doenças graves, a gestante pode apresentar ainda varizes; maior cansaço; alterações articulares mediadas pelas mudanças hormonais; sobrecarga do peso somada às alterações posturais da gravidez que trazem dores, problemas ortopédicos como hérnia de disco, lesões nos joelhos e pés; músculos e estruturas articulares podem ser comprometidos pelo excesso de peso; além da parte estética, já que podem surgir celulite, estrias, entre outros.

“A dor lombar e pélvica já atinge entre 50 e 70% das gestantes. Não temos esse relato específico em obesas, mas elas estão dentro desse percentual e já é comum pessoas obesas terem dor nessas regiões e também comprometimento mecânico”, por isso é preciso cuidar da saúde e evitar não só a desenvolver a obesidade, mas também aumentá-la durante a gravidez.

 

 

Exercícios podem ajudar nesse controle de peso:

Gizele alerta que, quando não há o controle do peso e uma boa orientação na quantidade e na qualidade do exercício (tempo, duração e intensidade), ele pode ser prejudicial à futura mamãe e seu bebê. Por outro lado, uma orientação saudável, ele ajudará na saúde da mamãe e do bebê!

“O exercício deve ter cuidados conforme o nível de condição física e mesmo gestantes que estavam paradas podem iniciá-lo com uma orientação especializada.

Cuidados devem ser adicionados na gravidez, como uma postura mais correta, o controle da frequência cardíaca, que agora deve respeitar a intensidade adequada, alguns exercícios não serão mais realizados como a postura em decúbito dorsal (de costas para o solo), cuidados com excesso de exercício de levantar e abaixar etc.”

Antes de começar a malhar, é preciso que a gestante receba o aval do seu obstetra, além de buscar um programa realmente especializado.

O programa que desenvolvi cuida de cada detalhe e necessidade do corpo da mulher e ele é direcionado especialmente para ajudar a controlar o peso na gravidez.

 

Conheça e veja o programa completo que te ajudará a não engordar na gravidez!!

Clique aqui para conhecer o programa Gravidez em Forma.

Se tiver dúvidas pode acionar para informações o whats app – 11 9 9651.8909

 

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