Controle de Peso na Gravidez

Controle de peso na gravidez – Por Gizele Monteiro – Personal Gestante

 

Um dos maiores medos da mulher na gravidez é engordar.

É comum ouvirmos mulheres dizendo que engordaram 20-25 quilos com a gravidez.

Além da mudança estética será que existem riscos com esse excesso de peso?

Há algum perigo para você e seu bebê associados a esse aumento de peso?

 

Bom, é fato que a mulher tem que aumentar o seu peso com a gravidez. E esse peso tem uma distribuição coerente e necessária. Ele é distribuído entre seu bebê e as estruturas como a placenta, útero, líquido amniótico.

Além disso, seu coração, mamas, líquidos gerais do corpo e sangue aumentam, e é claro, também sua gordura corporal.

 

Fases do aumento de peso

Na gravidez, o aumento do peso acontece em 2 fases chamadas – fases metabólicas – e essas são bem definidas:

 

A. FASE 1:

No primeiro e segundo trimestres há o crescimento fetal mínimo, portanto se há aumento de peso, não é por causa do bebê e sim do ganho de gordura. Nessa fase há o grande perigo do aumento da gordura porque a mãe além do metabolismo alterado, ela tem mais fome e dessa forma come mais, processo denominado hiperfagia, resultando em aumento do peso corporal materno, especificamente pelo grande acúmulo de gordura.

Se você ganhou 2-3 quilos no mês então vai entender bem, pois ganha-se rapidamente. Pode ser 1 ou 2 semanas.

 

Controle de peso na gravidez - by Gizele Monteiro
Controle de peso na gravidez – by Gizele Monteiro

 

Todo esse processo acontece porque seu metabolismo precisa ser mudado. Isso é feito (pelo milagre da natureza) para que você  durante a gestação poupe sua glicose para o seu bebê. Então há uma inversão metabólica em seu organismo fazendo com que você estoque gordura para ter alimento para VOCÊ e dessa forma disponibiliza toda a glicose para seu BEBÊ. Além disso, a produção do leite materno precisa de um alto gasto energético, por isso também acontece esse estoque.

 

B. FASE 2:

No último trimestre, há o intenso crescimento fetal, que é sustentado pela transferência de nutrientes da circulação materna. O acúmulo de gordura – em você – cessa (se também sua alimentação estiver correta OK?!) e em muitos casos, há até queda nos depósitos de gordura (se esses também não foram estocados em excesso … essa seria a fisiologia correta). Especialmente nesse período (terço final), os pesos fetal e placentário aumentam aceleradamente elevando as necessidades calóricas à custa do metabolismo materno.

COM ISSO VOCÊ VERÁ O PESO NA BALANÇA DISPARAR SE NÃO HOUVE CONTROLE ATÉ AQUI, PORQUE É EFETIVAMENTE QUANDO O PESO AUMENTA DE VERDADE !!

 

Engravidei e estou acima do peso. O que fazer?

Iniciar a gestação com sobrepeso ou com obesidade, ou até mesmo ganhar um peso excessivo durante a gravidez, são considerados fatores de risco para desenvolver a hipertensão arterial (pré-eclâmpsia) ou a diabetes gestacional.

A diabetes gestacional está associado a um crescimento fetal exagerado (macrossomia fetal), além de complicações no parto e obesidade pós-parto. E a hipertensão pode levar ao crescimento restritivo do bebê.

 

Cerca de 45% das mulheres obesas no mundo ganharam peso após a gravidez.

 

A obesidade durante a gestação também está associada ao maior índice de mortalidade dos recém-nascidos. A média de peso dos bebês também é maior que o normal, o que pode provocar riscos obstétricos durante o parto, contribuindo para a maior taxa de cesáreas.

 

O Exercício pode te ajudar no controle de Peso?

Sim! Um dos benefícios com a prática de exercícios físicos especializados na gravidez é auxiliar no controle de peso, controlando dessa forma o ganho de gordura (aumento da adiposidade).

 

O controle no ganho de peso também está associado a um melhor controle da pressão arterial, prevenindo pré-eclâmpisa e eclâmpsia; e prevenindo também diabetes gestacional.

Todos esse benefícios levam a redução de complicações no parto, favorecendo a saúde da mulher e do bebê.

 

O programa Gravidez em Forma – programa especializado elaborado da gravidez até o pós-parto – foi especialmente desenvolvido para orientar você gravidinha numa seleção de exercícios segura e eficaz.

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Você pode conhecer mais do programa clicando no botão abaixo e vendo várias alunas que tiveram resultados incríveis … conforme esse depoimento da Harue Ciarlini – coach da equipe do Tony Robbins – que fez o programa lá da Alemanha.

 

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Adoçantes na gravidez

Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach – programa Gravidez em Forma

 

O uso de adoçantes na gravidez: uma análise dos produtos disponíveis no Brasil.

Os adoçantes são freqüentemente utilizados por mulheres em idade reprodutiva.

Adoçante na gravidez
Adoçante na gravidez

 

Esta é uma revisão narrativa da literatura a respeito dos adoçantes atualmente comercializados no mercado brasileiro.

Existem poucas informações sobre o uso da sacarina e ciclamato na gestação, e seus efeitos sobre o feto.

Devido às limitadas informações disponíveis e ao seu potencial carcinogênico em animais, a sacarina e o ciclamato devem ser evitados durante a gestação (risco C). O aspartame tem sido extensivamente estudado em animais, sendo considerado seguro para uso na gestação (risco B), exceto para mulheres homozigóticas para fenilcetonúria (risco C). A sucralose e o acessulfame-K não são tóxicos, carcinogênico ou mutagênicos em animais, mas não existem estudos controlados em humanos. Porém, como esses dois adoçantes não são metabolizados, parece improvável que seu uso durante a gestação possa ser prejudicial (risco B). A estévia, substância derivada de uma planta nativa brasileira, não produz efeitos adversos sobre a gestação em animais, porém não existem estudos em humanos (risco B).

Os agentes de corpo usados na formulação dos adoçantes (manitol, sorbitol, xilitol, eritrol, lactilol, isomalte, maltilol, lactose, frutose, maltodextrina, dextrina e açúcar invertido) são substâncias consideradas seguras para o consumo humano.

Conclusão: segundo as evidências atualmente disponíveis, o aspartame, a sucralose, o acessulfame e a estévia podem ser utilizados com segurança durante a gestação.

Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, vol. 29, n.5 (2007). Torloni e colaboradores. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-72032007000500008&script=sci_arttext - Resumo do artigo.