Drenagem Linfática na Gravidez

Por Gizele Monteiro – Personal Gestante

Durante a gravidez, o inchaço é muito comum. O hormônio progesterona é o responsável por essa situação. Tudo isso para que o bebê tenha sempre um suprimento adequado e todas as alterações fisiológicas na mulher – placenta + líquido amniótico. A medida que chega o terceiro trimestre o inchaço vai ficando maior, podendo gerar desconforto, sensação de peso nos pés e nas pernas. Uma alternativa para aliviar o mal-estar é a drenagem linfática.

Drenagem na gravidez

Vejam a matéria abaixo orientada por especialistas da UNIFESP – EPM publicada na Revista Crescer – Por Vanya Fernandes

Essa técnica pode ser uma aliada da gestante para aliviar o inchaço — mas só quando feita da forma correta (http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI21653-10565,00-DRENAGEM+NA+GRAVIDEZ.html).

Beto Tchernobilsky

Mulher é um bicho esquisito. Grávida então, nem se fala. Quando estamos no “estado interessante”, nosso corpo tem um aumento do volume sanguíneo que varia de 30% a 50%, e essa alteração é maior em volume plasmático. Ou seja, temos a capacidade de reter em nosso organismo um volume de água até 8 litros acima do normal. O hormônio progesterona é o responsável por essa situação. Somem-se a isso: bebê + placenta + líquido amniótico e, é claro, algumas gordurinhas daquela fatia de bolo de chocolate à qual você não resistiu. Pronto!

Dá-lhe desconforto, inchaço e sensação de peso nos pés e nas pernas. Uma alternativa para aliviar o mal-estar é a drenagem linfática, técnica que estimula o sistema linfático por meio de massagens, eliminando o excesso de líquidos e toxinas pela urina. Mas a história não é tão simples assim. Como tudo que se faz durante a gravidez, com essa massagem também precisa-se ter cautela.

Uma drenagem linfática mal executada pode estimular as contrações uterinas e causar até a precipitação do parto a partir do sexto mês de gestação. Também pode comprometer a circulação e causar hematomas. “Considero que nem 10% das drenagens são realizadas de forma correta. Não existe nenhum estudo científico sobre o risco desse tratamento. Mas, por precaução, prefiro que minhas pacientes optem por outras atividades, como a hidroginástica”, afirma o coordenador do Pré-natal Personalizado da Unifesp, Abner Lobão. “Acho temerário alterar o nível do sistema hídrico da gestante. O volume de água e de sangue aumenta justamente para compensar a perda líquida na hora do parto”, conclui.

A preocupação do médico tem fundamento. No consultório de outro colega, o também obstetra Sang Cha, três pacientes entraram em trabalho de parto logo após sessões de drenagem linfática. Mesmo assim, o médico é favorável a ela. “Acho a drenagem benéfica porque propicia o relaxamento da gestante e drena o excesso de líquidos quando o sistema linfático não é capaz de eliminar sozinho. Só não deve ser feita mais que duas vezes por semana e apenas até o sexto mês.

O profissional deve conhecer a fisiologia do corpo e, principalmente, antes de iniciar uma sessão perceber se o útero não está contraído”, explica Cha, que também é responsável pelo Serviço de Medicina Fetal do Laboratório Fleury e especialista em gestações de alto risco. Para não ter contratempos, procure um fisioterapeuta cadastrado na Sociedade Brasileira de Medicina Estética para fazer a drenagem.

Mas também pôde comprovar a diferença entre uma drenagem feita em clínica de estética e outra realizada por fisioterapeuta. “No início da gestação, soube que seria bom fazer drenagem. Fiz várias sessões e, realmente, me sentia bem melhor. Mas percebi que algo estava errado na pressão das mãos do massagista. Procurei uma fisioterapeuta e vi a diferença. Os movimentos são bem mais leves e rítmicos. É imbatível a sensação de relaxamento”, conta a psicóloga, que também faz ginástica para gestantes e RPG. Mãe de João Pedro, de 1 mês, a empresária Georgiana Faria concorda: “Não sofri com dores nas costas nem com inchaço nos pés e nas pernas. Além disso, tive um parto natural maravilhoso e, coincidência ou não, fiz drenagem até o sétimo mês. Pretendo voltar a fazer assim que o meu médico permitir”, afirma ela, que se submeteu à drenagem com fisioterapeuta.

A fisioterapeuta do Setor de Pré-natal Personalizado da Unifesp, Mirca Ocanhas, especialista em gestantes, explica os 5 pontos principais que devem ser observados nessa massagem:
1- Independentemente de ser realizada em grávidas ou não, a drenagem linfática tem de ser executada com movimentos precisos,suaves e direcionados.
2- Não existe drenagem na qual se empregue força.É sempre de forma delicada. Os vasos linfáticos encontram-se na primeira camada da pele. Sendo assim, não há a menor necessidade de apertar profundamente a pele.
3- Deve-se sempre começar de cima para baixo com movimentos de varredura, retornando à região pélvica, onde está a virilha.Primeiro, barriga, depois pernas e, em seguida,barriga novamente.
4- O profissional precisa ter conhecimento do sistema linfático e,principalmente, de todas as mudanças fisiológicas que ocorrem no organismo durante a gravidez.
5- À medida que a barriga da grávida cresce, o fisioterapeuta deve colocar um travesseiro de criança embaixo das costas da paciente para proteger a coluna.
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Gizele Monteiro

Gizele Monteiro

É Criadora dos Programas Online Gravidez em Forma e Pós-parto – Mães em Forma que já “ajudou centenas de gestantes a não engordarem e mamães a voltarem ao seu corpo de antes”. Nesse método a diástase tem melhora e a barriga fica reta.

Sobre a Autora

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Gizele Monteiro

“Consultora de celebridades e programas de TV”.  Se tornou especialista em diástase e recuperação da barriga após a gravidez. Há 20 anos atuando e estudando sobre o controle de peso na gravidez e na volta do corpo da mulher após a maternidade. Fez mestrado na UNIFESP sendo pioneira e referência sobre Exercícios para Mães e Recuperação do corpo após a maternidade no Brasil e na Europa. 

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