Gravidez Ativa – previna a dor lombar com exercícios

Por Gizele Monteiro – personal gestante

A dor lombar é uma das complicações mais comuns da gravidez e afeta cerca de 50% das mulheres grávidas. Pode ser considerada uma das principais queixas da gestação e o maior motivo de licença a maternidade antecipada. A dor lombar interfere nas atividades de vida diária, além de poder causar um susto e um mal estar psicológico de que algo está ocorrendo com a gravidez. Alguns estudos apontam que em grande parte das gestantes a dor inicia entre terceiro e quinto meses.

Poucas mulheres sabem, mas o exercício pode ser um meio muito eficiente para a prevenção da dor lombar
durante a gestação, porém é importante que não só o profissional que trabalha com a gestante, mas também a própria gestante entendam que assim como o exercício é um forte aliado na prevenção da dor, o excesso pode oferecer grandes riscos, pois o corpo da mulher nesse momento está passando por grandes modificações e não suporta a mesma carga comparado a uma mulher não gestante.

Benefícios do exercício na gravidez - prevenindo dor nas costas
Benefícios do exercício na gravidez – prevenindo dor nas costas

Uma sobrecarga ou exercícios inadequados, ou o carregamento de peso podem desencadeá-la.

Prescrição de Exercícios para a prevenção da dor lombar:

Para a prevenção da dor lombar a combinação de exercícios é mais eficiente, sendo que um programa adequado deve combinar exercícios de alongamento, fortalecimento e relaxamento muscular, podendo este último utilizar a massagem.

O exercício físico tem efeitos positivos diminuindo a intensidade da dor. Os relatos mostram além da prevenção, que a intensidade é menor em mulheres que se exercitam comparadas com as que
não se exercitam e também aquelas que apresentam uma condição física melhor antes da gestação têm menor chance de desenvolver a lombalgia gestacional, por isso sendo então há uma grande vantagem em manter-se ativa se a mulher deseja engravidar.

No Pós-parto, engana-se quem acha que vai se livrar da dor lombar, muitas vezes ela aparece no pós-parto. Estudos demonstraram que ela tende a desaparecer nos primeiros 6 meses do pós-parto, mas quase 82% das
mulheres continuaram a ter dores por 18 meses do período pós-parto.

Para o período gestacional a orientação do exercícios fica limitada devido o volume abdominal e por isso o profissional deve saber quais exercícios pode escolher. Com o passar dos trimestres gestacionais os exercícios devem ser ajustados em sua execução, principalmente no último trimestre com um volume abdominal maior. Se o exercício realizado em equipamento for desconfortável, deve-se optar por exercícios utilizando halteres ou banda elástica.

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Tensão Muscular

Profa. Ms. Gizele de Assis Monteiro

O estresse da vida moderna traz algumas conseqüências ao corpo. Uma delas podemos identificar na própria musculatura. Músculos rígidos e doloridos, dores no corpo, na região do pescoço ou nas costas, dores de cabeça, movimentos com amplitudes limitadas, problemas posturais, bruxismo (ranger de dentes), são algumas conseqüências que podemos relacionar ao aumento da tensão muscular.

Por essas razões, a tensão muscular pode ser usada como um bom indicador do estresse físico e emocional.

Toda tensão psicológica ou física se traduz por um aumento da tensão muscular, que tem como função preparar o corpo para uma situação de defesa. Quando essas situações ultrapassam o limite do organismo suportar o estresse, existe um processo de não recuperação do organismo, produzindo tensão muscular excessiva que terá ainda outros efeitos sobre o funcionamento do corpo.

Essa tensão muscular excessiva é responsável no estado de estresse pelas contrações dolorosas de certos músculos, os quais desenvolvem contraturas (Pontos-Gatilho ou Pontos Sensíveis) que se cronificam, gerando dores, rigidez (inflexibilidade) e encurtam o músculo, tornando-o mais fraco e inábil para suportar cargas (choque) nos vários tipos de movimento.

Altos níveis de tensão muscular tornam o suprimento sangüíneo para o músculo insuficiente, diminuindo a percepção sensorial, causando um acúmulo de produtos tóxicos na célula e predispondo a fadiga e dor contínua.

Para exemplificar podemos citar as dores na região da coluna cervical (pescoço) e músculos superiores do tronco (próximos a região do ombro) que acompanham indivíduos que possuem profissionalmente cargos ou funções com grandes responsabilidades no seu dia-a-dia, ou mesmo pessoas que trabalham com certas posturas fixas ou repetitivas, como dentistas, pessoas que trabalham por tempo em frente a computadores, etc.

A Figura mostra em vermelho os pontos de tensão que podem existir na região das costas.

PONTOS IMPORTANTES PARA O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

1.       Realizar uma avaliação postural para identificar possíveis desvios que também possam gerar disfunções musculares,

2.       Realizar uma avaliação dos movimentos diários: repete muito o mesmo movimento, permanece muito tempo na mesma postura, pega muito peso, etc.

3.       Reorganizar a postura através de exercícios de alongamento, massagem (relaxamento) e também fortalecimento muscular.

Gripe Suina na Gravidez

Profa. Ms Gizele Monteiro

Preocupadas com a expansão da gripe suina entre o grupo de gestantes, estamos transmitindo informações para que possam evitar o contágio.

Porque a Gripe tipo A (ou gripe suina) é diferente da gripe comum?

Pelo que se sabe até o momento, o vírus da gripe suína parece ser bem mais “esperto” que o da gripe comum que aparece mais no inverno, de forma sazonal. Esse novo vírus se espalha mais rapidamente e, ao que parece, independente das condições do clima, seja no outono, inverno, primavera ou verão. Outra característica que diferencia esse novo vírus é a sua agressividade. Alguns estudos já têm mostrado que o novo vírus é capaz de atacar as células pulmonares de forma mais violenta, levando a complicações graves mais rapidamente que a gripe comum.

Nas gestantes isso é particularmente preocupante, pois elas apresentam uma queda de sua imunidade, processo que é comum nesse momento devido as alterações hormonais. Orgãos importantes como os pulmões e o coração estão sofrendo adaptações constantes para garantir as novas necessidades da mãe e do bebê. Portanto todo o corpo da mulher grávida sofre modificações nessa fase, inclusive o sistema imunológico. Dessa forma, elas se tornam mais vulneráveis a esse tipo de doença.

 

O que as futuras mamães podem fazer para se defender e evitar o contágio pela nova gripe?

As medidas gerais de prevenção como: evitar lugares fechados e com muitas pessoas, lavar sempre muito bem as mãos (várias vezes ao dia), o uso do álcool gel  e máscaras protetoras além de evitar o contato com pessoas gripadas são fundamentais.

ATENÇÃO: se você está grávida e apresentar qualquer sintoma gripal como febre alta (>38 graus) OU tosse OU falta de ar, entre imediatamente em contato com o seu médico para saber o que fazer. O diagnóstico e tratamento precoces com o medicamento correto são fundamentais para evitar complicações para você e o seu bebê!

O Método Mais Vida oferece uma matéria bem completa sobre o Sistema Imunológico na Gravidez e Gripe Suina. Acesse o link …..

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Depressão Pós-parto (pt. 1)

Profa. Ms Gizele Monteiro

É uma forma de depressão clínica. Ocorre em mulheres no pós-parto, geralmente nos primeiros meses.

Estudos relatam taxas de prevalência entre as mulheres de 5% a 25%, mas diferenças metodológicas entre os estudos pode tornar essa taxa não real. Alguns estudos mostram que cerca de 13% das mulheres apresentam depressão no primeiro ano após o parto.

É um problema muito grave e não deve ser ignorado.

Alguns dados indicam que 5 a 9% das mulheres irão desenvolver depressão pós-parto, mas menos de uma em cada cinco destas mulheres vai procurar ajuda profissional.

Em países desenvolvidos como a Inglaterra, a depressão pós-parto é considerada a principal causa de mortalidade materna. Além disso, a depressão pós-parto pode trazer muitas conseqüências para a família como um todo, especialmente o bebê, uma vez que reduz a interação mãe-bebê, diminuindo assim as chances de um adequado desenvolvimento afetivo, psicossocial, etc.

Uma das falhas é que o problema é pouco diagnosticado e tratado, freqüentemente por causa da dificuldade em reconhecer os sintomas, pela falta de informação das opções terapêuticas e ainda pelo receio das mães em serem estigmatizadas. Além disso, apesar do tratamento com medicações antidepressivas ser eficaz, muitas mulheres são relutantes em usá-lo, especialmente pelo fato de estarem amamentando.

O apoio psicológico individualizado, mesmo que por um leigo, é capaz de oferecer a sensação de pertencer a uma rede social podendo melhorar a auto-estima e o estado mental como um todo. Esse tipo de apoio por telefone assim como comunidades virtuais de ajuda mútua pela internet são estratégias de prevenção e apoio terapêutico que rompem barreiras geográficas e de dificuldades socioeconômicas e acessibilidade, e deverão ser cada vez mais fortalecidas como genuínas ações de promoção à saúde.

Sintomas:

Podem ocorrer em qualquer momento do primeiro ano pós-parto: tristeza, vazio, fadiga (cansaço ou sentimento de estar sobrecarregado), baixa auto-estima, insônia, alterações do apetite (podendo aparecer tabmém distúrbios alimentares), redução da libido, culpa, choro, ansiedade ou ataques de pânico, irritabilidade, sentir-se insuficiente ou incapaz para cuidar do bebê.

“SE VOCÊ TEM ALGUNS DOS SINTOMAS RELATADOS ACIMA, BUSQUE AJUDA PROFISSIONAL”