O exercício pode prejudicar a amamentação?

Será que a amamentação pode ser prejudicada pelo exercício?

Uma das maiores dúvidas, principalmente das mamães de primeira viagem é saber “se” e “como” podem voltar a prática de exercícios sem prejudicar a amamentação.

A resposta é SIM … PODEM … mas é importante entender que esses exercícios tem que seguir algumas regras. A orientação é que o programa de exercícios seja especializado para esse momento.

Não se deve voltar a rotina tradicional.

Temos a linha das mamães que tem esse medo, do leite secar, diminuir ou atrapalhar a produção e volume do leite, mas também temos a linha daquelas que voltam e depois tem alguma mudança e acabam decidindo parar o exercício por não saber o que fazer.

Como especialista quando elaborei meu programa ou quando oriento alguma mamãe, essa é a primeira coisa que penso e e me preocupo. Por isso não só a intensidade do programa é controlada mas também a duração dele principalmente nos aeróbicos.

Ainda nessa questão tempo … nessa linha não adianta buscar esses programas rápidos (por achar que então pouco tempo é melhor), mas por eles serem HIITs, são intensos … percebe?!

“A relação deve ser tempo e intensidade”.


Um detalhe importante que quero ressaltar e que poucos dão importância é que …

“Não só o exercício inadequado pode prejudicar a amamentação, MAS TAMBÉM O CORPO DA MULHER. QUALQUER EXERCÍCIO ORIENTADO DE FORMA INCORRETA pode prejudicar a amamentação e provocar lesões.”

O retorno sempre deve ser gradativo!

Durante a gravidez ocorreram muitas alterações no seu corpo e então o retorno gradual ao exercício deve ser essencial para readaptar o corpo, recuperar a força dos músculos da barriga, postura e também o períneo.

Diante desse quadro, voltemos a nossa questão. O programa deve dosar o exercício numa intensidade e tempos adequados para que toda a fisiologia do corpo da mulher não interfira na produção de leite.

A produção de leite consome muita energia. Uma mãe em fase de amamentação produz entre 800 e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite que a mãe produz, há um gasto entre 500 e 700 (pode ser maior para algumas) calorias em média.

Portanto se o “exercício for intenso ou por tempo prolongado – principalmente o aeróbico” e a mulher tiver uma alimentação inadequada, poderá prejudicar a amamentação, pelo alto gasto energético que ocorre nesse período. Além do exercício e da alimentação inadequada, a HIDRATAÇÃO também será fundamental. Uma hidratação inadequada também poderá comprometer a amamentação. Claro! Vamos entender?!

“Leite é água e se você estiver desidratada pelo exercício ou por não beber a quantidade adequada de água, terá seu leite reduzido”!

Como comentei anteriormente um ponto importante e que pode interferir é a própria intensidade do exercício !

As pesquisas relacionadas a amamentação e exercício observam um aumento de ácido lático no leite materno. Esse aumento relaciona-se proporcionalmente com a intensidade do exercício, isto é, quanto mais intenso mais ácido lático no leite. A grande discussão dos estudos era descobrir se esse ácido lático poderia modificar o sabor do leite e dessa forma o bebê passaria a não aceitá-lo, sendo então que de forma indireta o exercício estaria interferindo na aceitação do bebê ao leite após o exercício pela mudança no sabor deste.

E alguns autores observaram SIM essa resposta!

Esses estudos e autores mostraram haver uma diferença na aceitação do leite pelo bebê em mães que realizaram “exercício máximo”, isto é, INTENSO, sendo o mesmo associado ao aumento da concentração de ácido lático.

“Porém deixo claro que os estudos com exercícios nas intensidades adequadas NÃO mostraram efeitos NEGATIVOS sobre a amamentação”.

  • Então concluindo:

Quando você treina, seu organismo produz ácido lático e este ácido poderia modificar o sabor do leite, fazendo com que o bebê rejeite o “peito”. Se o bebê não mama, seu corpo não tem estímulo para produzir mais leite. A produção de leite ocorre por esse estímulo do bebê mamando. Ele não mamando, não há mais produção, o leite realmente pode “secar”, ou melhor, deixar de ser produzido.

(Imagem do site – Baby Center) ->

Exercícios bem orientados têm esse efeito que pode ser negativo?

Não !

 

O QUE OS ESTUDOS DIZEM SOBRE AMAMENTAÇÃO E EXERCÍCIO?

Um estudo de revisão dos autores Cary & Quinn (2001) concluíram que nos estudos até a data analisada, o exercício e amamentação eram atividades compatíveis, não mostrando efeito prejudicial do exercício durante a lactação – não afetando a composição, o volume do leite, o crescimento e desenvolvimento infantil, ou a saúde materna. O exercício também teria um efeito muito importante na melhora da condição física – principalmente a cardíaca – materna, na sensação de bem-estar e disposição quando compararam lactantes ativas com mulheres sedentárias (mães ativas que amamentam X mães sedentárias que amamentam).

  • Como voltar ao exercício?

O correto é que você volte a prática de exercícios com um programa especializado – CLIQUE AQUI PARA CONHECER – que seja adequado nessa intensidade, duração e que também “prepare seu corpo para a volta gradativa das suas antigas atividade e intensidades”, respeitando os limites de recuperação do corpo … por ex: a barriga (core), postura e o períneo.

A sessão de treino deve ter intensidade adequada para não ultrapassar limites fisiológicos (formando muito ácido lático) e correr o risco de comprometer a amamentação, e também pelo exercício intenso ou prolongado  poder comprometer suas articulações soltas e ainda com os efeitos hormonais.

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  • Outros cuidados importantes para amamentação – cuidado com as mamas:

As mamas durante a gravidez ficam maiores e mais pesadas e se mantém assim no período pós-parto durante toda a fase de amamentação.

Principalmente mulheres muito ativas ou atletas que realizam atividades de impacto, como corrida, certifique-se de que eles estejam bem firmes. Coloque dois tops ou um suporte mais adequado para preservar.

Você pode também programar os exercícios depois da amamentação, pois assim estará com as mamas mais vazias. Treinar com elas cheias fica desconfortável.

 

Referências Bibliográficas sobre o tema:

Wallace, JP, Rabin, J. Int J Sp Med. 12 (3) :328-31, 1991. The concentration of lactic acid in breast milk following maximal exercise. Int J Sports Med. 12(3):328-31, 1991.

Wallace, JP, Inbar, G, Ernsthausen, K. Infant acceptance of postexercise breast milk. Pediatrics.89(6 Pt 2): 1245-7, 1992.

Gale B. Carey, Timothy J. Quinn, Susan E. Goodwin. Breast milk composition after exercise of different intensities. J Hum Lact. 13(2): 115-20, 1997.

Quinn, TJ, Carey, GB. Does exercise intensity or diet influence lactic accumulation in breast milk?Med Sci Sp Exerc. 31(1):105-10, 1999.

Cary GB, Quinn TJ. Exercise and lactation: are they compatible? Can Appl Physiol. 26(1):55-75, 2001.

Wright KS, Quinn TJ, Carey GB. Infant acceptance of breast milk after maternal exercise. Pediatrics. 109(4):585-9, 2002.

Su, D, Zhao, Y, Binns, C, Scott, J, Oddy, W. Breast-feeding mothers can exercise: results of a cohort study. Public Health Nutrition. 10(10):1089-1093, 2007.

Amamentação e exercício – o exercício pode secar o leite?

Pergunta e preocupação comuns nas mamães … A amamentação pode ser comprometida com o exercício? O exercício pode secar o leite?

Também existem muitos médicos que orientam suas pacientes a não praticarem exercícios ou alguns tipos de exercícios com medo disso acontecer,
Quero explicar aqui nesse artigo alguns pontos para deixar as mamães tranquilas, sem medo de voltar ou iniciar seus exercícios.

 

 

COMO E QUANDO DEVE SER FEITA A VOLTA AOS EXERCÍCIOS?

O retorno ao exercício após a gravidez sempre deve ser gradativo. Existem vários pontos a serem observados. O primeiro claro é se o volume de leite não é o acompanhamento se a quantidade de leite não está sendo alterada e tomar os devidos cuidados com a intensidade do exercício e a hidratação.

Vou pontuar tudo, mas antes quero fazer algumas observações que vão além da amamentação … Na gravidez ocorreram muitas alterações corporais – coração, vasos sanguíneos, articulações, postura – e essas permanecem durante um bom tempo depois do parto.

Por isso o retorno ao exercício deve sempre ser gradativo e especializado. Esse programa deve respeitar além da amamentação as mudanças do organismo feminino – coração, vasos sanguíneos, articulações, postura.

Um programa especializado tem os cuidados necessários com cada ponto desses. Veja o programa online pós-parto – mães em forma, desenvolvido para que você tenha todos esses cuidados na sua volta ou início dos exercícios.

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Qualquer atividade intensa pode prejudicar não só a amamentação, mas também o corpo da mulher.

A produção de leite consome muita energia. Uma mãe em fase de amamentação produz entre 800 e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite que a mãe produz, há um gasto de 900 calorias em média.

Portanto se o “exercício for intenso ou num volume elevado” e a mulher tiver uma ingestão alimentar inadequada poderá prejudicar a produção de leite (e dessa forma prejudicar a amamentação), pelo alto gasto energético que ocorre nesse período. Além do exercício e da ingestão alimentar inadequada, uma hidratação inadequada também poderá comprometer a amamentação.

 

PESQUISAS E CONFIRMAÇÕES – AMAMENTAÇÃO E EXERCÍCIO:

As pesquisas relacionadas a amamentação e exercício observam um aumento de ácido lático no leite materno. Esse aumento relaciona-se com a intensidade do exercício, isto é, quanto mais intenso mais ácido lático haverá no leite. A grande discussão era que esse ácido lático poderia modificar o sabor do leite e dessa forma o bebê passaria a não aceitá-lo, sendo então que de forma indireta o exercício estaria interferindo na aceitação do leite pelo bebê após o exercício pela mudança no sabor deste.

Alguns autores observaram essa resposta, havendo uma menor aceitação do leite em mães que realizaram “exercício intenso“, sendo o mesmo associado ao aumento da concentração de ácido lático. Os estudos com intensidades adequadas “não mostraram efeitos negativos” sobre a amamentação.

Outro estudo conclui que o “exercício e amamentação” são compatíveis, sendo que dos vários estudos analisados pelos autores, os mesmos não tiveram efeito prejudicial sobre a amamentação – todos esses estudos usando exercício leve-moderado durante a  amamentação. Esses não afetaram a composição do leite, o volume do leite, o crescimento e desenvolvimento infantil, ou a saúde materna (Cary & Quinn, 2001).

BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO PARA A MAMÃE:

O exercício feito de forma consciente e correta tem um efeito muito importante na melhora da sua condição física (aptidão cardiovascular nas lactantes) e na sensação de bem-estar. Esses resultados forma vistos quando compararam as mamães que amamentavam e eram ativas com as que eram sedentárias.

CONCLUSÃO:

Quando você treina, seu corpo produz ácido lático e este ácido pode modificar o sabor do leite. Isso pode fazer com que seu bebê rejeite o “peito”. Se o bebê não mama, o organismo não tem estímulo para produzir mais leite. Não havendo mais produção, o leite realmente pode “secar”, ou melhor, deixar de ser produzido.

O correto então é ter um treino organizado para isso não acontecer. A intensidade e o volume devem ser corretos a e não deve ser ultrapassadas não sejam ultrapassadas, não só pelo aspecto da amamentação, mas também pelo exercício intenso ou em grande volume poder comprometer a amamentação e seu corpo com lesões.

 

 

SOBRE O PROGRAMA:

Conheça o programa Pós-parto – Mães em Forma – esse programa está totalmente adaptado para que você tenha toda a segurança para sua volta. Muitas mulheres querem perder peso de forma segura ou então acabar com a barriga que fica como se você ainda estivesse grávida.

O sonho de voltar novamente a usar a calça jeans é possível, colocar novamente o biquíni e curtir a praia.

Então clique na imagem para conhecer o programa que te deixará em forma de maneira segura!

 

 

Cuidados importantes no exercício:

 As mamas no período de amamentação estarão bem maiores e pesadas e isso poderá incomodar

 Certifique-se de que as mamas estejam bem firmes -> talvez seja necessário usar dois tops ou um suporte mais adequado

 

 

Referências Bibliográficas
Wallace, JP, Inbar, G, Ernsthausen, K. Infant acceptance of postexercise breast milk. Pediatrics. 89(6 Pt 2): 1245-7, 1992.

Gale B. Carey, Timothy J. Quinn, Susan E. Goodwin. Breast milk composition after exercise of different intensities. J Hum Lact. 13(2): 115-20, 1997.

Quinn, TJ, Carey, GB. Does exercise intensity or diet influence lactic accumulation in breast milkMed Sci Sports Exerc. 31(1):105-10, 1999.

Cary GB, Quinn TJ. Exercise and lactation: are they compatible. ? Can J Appl Physiol. 26(1):55-75, 2001.

Wright KS, Quinn TJ, Carey GB. Infant acceptance of breast milk after maternal exercise. Pediatrics. 109(4):585-9, 2002.

Su, D, Zhao, Y, Binns, C, Scott, J, Oddy, W. Breast-feeding mothers can exercise: results of a cohort study. Public Health Nutrition. 10(10):1089-1093, 2007.

Dúvidas Comuns das mamães depois da gravidez

Dúvidas Comuns das mamães depois da gravidez – Por Gizele Monteiro – Coach de Mamães

 

As “5 perguntas que as mamães mais me fazem no pós-parto”

Como Personal gestante – Coach de mamães, tenho sempre que esclarecer muitas dúvidas.

Sempre existem perguntas pelas redes sociais, e-mail, blog, YouTube …

Separei as 5 perguntas mais comuns que vocês me fazem.

 

Dúvidas comuns depois da gravidez

 

Pergunta 1. Estou amamentando e engordando! O que eu faço?!!

Dúvidas Comuns das mamães depois da gravidez

Dúvida muito comum mesmo e acontece com grande parte das mamães, o que faz bater aquele desespero.

Bom, a primeira coisa a entender é que a amamentação é uma forte aliada à volta do peso – emagrecimento – e no gasto calórico. Ela gasta muitas calorias!!

Se você está amamentando e não está emagrecendo ou até mesmo (o pior) … está engordando … é porque está se alimentando de forma errada. Entenda que alguma coisa na sua alimentação não está certa.

Então você precisa entender como se alimentar e como é a sua visão de uma alimentação saudável, por isso pare e faça essa análise agora. ANOTE TUDO O QUE VOCÊ ESTÁ COMENDO.

Será que realmente a sua alimentação está saudável e atendendo as necessidades nutricionais suas e do seu bebê?

Com certeza você achará erros e identificando esses erros você verá que irá voltar ao seu peso.

Vou citar alguns aqui que constantemente vejo em minhas alunas e consultorias que realizo:

  • beber refrigerantes,
  • comer muitos doces e pães,
  • beliscar ao longo do dia
  • ficar muito tempo sem comer e quando vai comer, enche o prato
  • comer demais porque tem “fome” por causa da amamentação

Aliás “essa fome” merece um destaque.

“Algumas mamães se queixam que ficam com uma fome insuportável depois de amamentar. De fato isso pode acontecer, mas cabe a você então comer adequadamente. O que acontece é que a maioria se entope de besteira ou bate o maior pratão de pedreiro … alimentos que não são nada saudáveis ou uma quantidade muito acima do que você precisa. E uma coisa também fica clara quando vejo mamães que não sentem essa fome avassaladora … normalmente elas comem adequadamente e não ficam longos períodos sem comer, são mais disciplinadas em observar seus horários de se alimentar. Tenho mamães inclusive que ingerem alimentos enquanto amamentam … frutas secas, oleaginosas, um suco, uma fruta. Então você pode perceber que a “disciplina é fundamental nessa fase”.

A segunda coisa importante é ser ativa, isto é, incluir uma rotina de exercícios no seu dia, nem que seja em casa. O exercício ajudará não só na volta do peso, mas também a equilibrar o que você está ingerindo. O exercício também aliviará na ansiedade de estar dentro de casa – “trancada” – que normalmente te faz descontar na comida. Esse equilíbrio te ajudará também a se sentir mais bonita e de bem com seu corpo.

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Pergunta 2. Posso fazer dieta amamentando?

Dietas restritivas – radicais, da moda, ou com baixo aporte calórico não são indicadas após a gravidez. Até mesmo porque você tem uma necessidade aumentada justamente por causa da amamentação. Então se você está se alimentando de forma saudável, o peso naturalmente voltaria ao que você tinha. Se isso não está acontecendo, meu conselho é procurar uma nutricionista para ajustar sua alimentação. Sua “dieta” será uma alimentação saudável e adequada para a sua fase. Eeee lembre-se seja ativa, faça exercícios.

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Dúvidas Comuns das mamães depois da gravidez

Pergunta 3. Para voltar ao meu corpo é só amamentar??!!

Em uma postagem recente que fiz, vi várias mães comentando … para voltar ao corpo basta amamentar.

Bom minha resposta é clara e objetiva … NÃO … NÃO BASTA!

Amamentar ajuda na sua volta do “PESO”  e não do seu “CORPO”.

Volta do peso e Volta do corpo são coisas completamente diferentes!!!

Tanto que atendo várias mamães com meu programa para a volta da barriga, que estão magras, mas suas barrigas estão como se tivessem grávidas de 3-4 meses … algumas até de 6 (conforme comentam rsrsrs).

A volta do corpo envolve um conceito muito maior, pois é a volta de todo o seu corpo … barriga, bumbum, postura, prevenção de dores, assoalho pélvico. Por isso meu projeto é um programa completo … o programa Pós-parto – Mães em Forma faz a volta e recuperação completa do seu corpo.

Pode ser que você até fique feliz com o que está fazendo, mas não significa que seu corpo tenha voltado totalmente.

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Pergunta 4. Estou amamentando, posso fazer exercícios? O exercício não prejudica a amamentação?

Sim, pode fazer exercícios se você está amamentando!

Esse medo, é bem comum, mas adianto que um programa especializado e que atenda realmente as suas necessidades não comprometerá em nada a amamentação. A intensidade e o volume da atividade associado a hidratação adequada garantem que você mantenha a amamentação durante o período que desejar e fluir conforme o seu corpo.

Há muitos anos atendo mamães nos mais diferentes perfis e o exercício do meu programa nunca interferiu na amamentação, por isso se você ouviu ou tem outra experiência, algum erro aconteceu.

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Pergunta 5. Depois de quanto tempo do meu parto eu posso fazer exercícios?

Hoje tem mudado muito o tempo de liberação dos médicos para que a mamãe volte ou inicie os exercícios.

Atendo mulheres que em 30 dias pós-cesárea já estão liberadas pelos seus médicos para voltarem para atividades leves como caminhada ou exercícios posturais ou braços.

Mas o comum ainda entre os médicos é:

30-40 dias para parto normal e 40-60 dias para cesárea.

Só fique em alerta que mesmo que seu médico libere para a prática, essa deve ser adaptada para as novas condições do seu corpo.

Você não deve voltar a fazer os mesmos exercícios de antes da gravidez. Seu corpo agora é outro, tem outras necessidades, está totalmente instável. Como um treino de uma mulher que não estava grávida pode te ajudar? Não irá!

Inclusive pego casos seríssimos de diástases pioradas com os treinos de pilates e musculação. Isso acontece porque um profissional sem um olhar de especialista não consegue entender a nova necessidade do seu corpo e nem como recuperá-lo. Seria a mesma coisa que você procurar um clínico geral para ver sua lesão de joelho.

O programa ideal, começa a recuperar seu corpo a partir da barriga, iniciando pela avaliação da diástase.

Você já viu se tem diástase?

Se você não sabe se tem a diástase, pode fazer o teste com meu e-book gratuito. Basta clicar no botão abaixo e se cadastrar para que eu possa te enviar.

E se você deseja ter um programa que te ajude nesse passo a passo para ter seu corpo de volta … Conheça o Pós-parto – Mães em Forma!

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Engravidar logo após o primeiro filho tem riscos?

Por:

Gizele Monteiro – Personal Gestante e Vanessa Marques – Fisioterapeuta com especialidade em obstetrícia

 

A notícia da semana foi a segunda gravidez de Thais Fersoza. Com apenas 6 meses depois da primeira gravidez gerou opiniões diversas.

Será que o corpo já voltou e está preparado para levar bem uma segunda gravidez? Existem riscos?

Juntamente com a fisioterapeuta Vanessa Marques, estaremos descrevendo como está o corpo da mulher na sua recuperação com apenas 6 meses após o parto e o que autoridades médicas dizem.

 

Seu organismo:

O corpo da mulher nas suas várias funções leva de 6 meses até 1 ano para voltar, sabia?

Por exemplo … as funções cardíacas avaliadas por pesquisadores com 6 meses após o parto, ainda não tinham chegado aos níveis anteriores a gravidez, demonstrando que nesse período ainda não estaria recuperado, isto é, levaria mais de 6 meses para esse sistema tão exigido e importante na gravidez estar pronto para suportar uma nova gestação.

As funções cardíacas envolvem o aumento do coração, dilatação de vasos e volume sanguíneo.

Então uma segunda gravidez pegaria o corpo ainda sem ter se recuperado.

O sistema circulatório – vasos sanguíneos – não recuperados podem predispor mais a mulher a varizes. Uma das principais mudanças que acontece na gravidez, é o aumento do volume de líquidos na corrente sanguínea, o que exige mais do sistema cardiorrespiratório da mãe e muito mais dos vasos sanguíneos para transportar e alojar esse volume de sangue.

Ligado a esse aumento de sangue é muito comum haver a anemia gravídica, anemia por conta da carência de ferro, comum na gravidez. Quando uma gestação acontece logo em seguida, o corpo não tem tempo de se recuperar.

É MUITO COMUM TAMBÉM POR AUMENTO DE SANGUE E LÍQUIDOS O EDEMA GESTACIONAL.

A ATENÇÃO ENTÃO DEVE SER REDOBRADA NA SEGUNDA GRAVIDEZ.

 

 

Segunda gravidez – riscos e cuidados

 

Segunda as entidades de saúde – Ministério da Saúde – Organização Mundial da Saúde – Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo – Sogesp – Febrasgo afirmam que …

“o corpo leva 1 ano para se recuperar de uma gestação. Consideram curto o intervalo entre 2 partos consecutivos menor que 2 anos. Isso pode aumentar o risco de um bebê nascer prematuro ou com baixo peso. Há uma possibilidade da mãe não ter recuperado suas reservas nutricionais entre uma gravidez e outra. Por isso um acompanhamento médico e nutricional deve ser mais rigoroso.”

 

 

Barriga e Diástase

Quem já não ouviu uma mulher na segunda gravidez falar … nossa, minha barriga está apontando muito mais rápido nessa segunda gravidez.

Por que isso acontece? Além do corpo e dos músculos terem uma memória para esse alongamento (e por isso ele ser mais rápido) a grande maioria das mulheres ainda não recuperou a força dessa musculatura. O fato é que essa força não volta sem um trabalho direcionado, específico e especializado. Por isso quando a pressão interna aumenta (por causa já das estruturas fetais), ele rapidamente cede, deixando a barriga muito maior desde o começo.

Se houver um trabalho de recuperação, isso será mais equilibrado.

Além dessa memória, grande parte das mulheres não sabem que tiveram diástase e por isso não sabem que têm uma região sensível a que essa diástase aumente. Por isso é muito mais comum elas se atentarem para a diástase numa segunda gravidez, do que na primeira.

O ideal então seria recuperar a força da barriga e da diástase para a próxima gravidez. E se a gravidez veio antes do planejado, deve haver um programa especializado que atenda essas necessidades durante a gravidez.

Há uma estreita relação também nessa recuperação da barriga com o assoalho pélvico (períneo). Esse será comentado mais abaixo.

 

Postura e Dores:

Mais de 50% das mulheres apresentam dor nas costas (região lombar) na gestação, e isto ocorre principalmente por todas as alterações posturais e hormonais da gestação. Com o crescimento da sua barriga temos um deslocamento do centro de gravidade, sobrecarregando algumas regiões e aumentando assim as diversas dores que vocês costuma ter.

  • dor lombar (nas costas)
  • dor pélvica (no quadril)
  • dores na região do nervo ciático
  • até dores em regiões mais altas como a cervical (seu pescoço).

 

O corpo demorou em média 9 meses – 40 semanas, para se adaptar à gestação, portanto não e no pós-parto imediato que tudo voltará ao normal, pelo contrário, este retorno do corpo é gradativo.

Uma gestação colada na outra, isto é, em intervalos curtos entre uma gestação e outra, não dá tempo do corpo se recuperar plenamente de todas as alterações posturais. Com isso na segunda gravidez há mais probabilidade de DORES. E o que desejamos é que você tenha uma gravidez feliz e saudável.

Essas dores e até problemas posturais são intensificados pelos próprios cuidados com o bebê. Muitas mulheres desenvolver dores e até problemas sérios como hérnias de disco, depois do parto.

Então considerando todas essas mudanças da nova gravidez + a não recuperação da gravidez anterior + os cuidados com o bebê com posturas não adequadas = aumento do risco de dores e até agravamento dos problemas posturais. 

 

 

Por exemplo … veja esse resultado de uma aluna …

Você acha que uma segunda gravidez seria melhor com o corpo de que forma?

 

Resultado aluna Pós-parto e agora Gravidez em Forma

 

Fica evidente que esse preparo te dará condições muito mais favoráveis para ter uma gravidez tranquila … ainda mais que você terá seu primeiro filho para correr atrás né ?! Sem contar que ajudará a conter a diástase natural impedindo dela piorar e já dando uma volta após a segunda gravidez mais rápida.

 

Assoalho pélvico – Períneo

Uma das áreas de maior mudança junto com a barriga, é o períneo, conhecido também como assoalho pélvico.

O assoalho pélvico é uma região localizada na pelve, formada por um conjunto de músculos, fáscias e ligamentos. Essa estrutura dá suporte aos órgãos pélvicos – incluindo então seu útero com seu hóspede … rsrsrs … seu baby. Essa estrutura é responsável pela continência urinária e fecal e também pela função sexual.

Na gravidez este assoalho pélvico sofre grande sobrecarga, pois ele precisa suportar o peso do bebê, útero com placenta e líquido amniótico.

Há ainda o impacto do parto – mesmo que tenha sido uma cesárea. Seu corpo se prepara para um parto normal, independente de você optar por outra via de parto. Com tudo isso, há uma grande perda de força dessa região e por isso é muito comum o aparecimento de incontinência urinária.

As recomendações para que essa estrutura seja recuperada (e ainda analisando se há a necessidade de uma intervenção profissional) é de que haja um intervalo mínimo 6 meses entre uma gravidez e outra.

Menos tempo do que isto não é tempo hábil para o corpo e todas as estruturas pélvicas retornarem ao seu estado pré gravídico, podendo repercutir com sintomas como a incontinência urinária.

Existem tratamentos com fisioterapia especializada para que previna estes sintomas.

Portanto uma gestação com um intervalo menor que o recomendado pode prejudicar as funções vitais do assoalho pélvicos como continência urinária e fecal, suporte de órgãos pélvicos e função sexual afetando diretamente a qualidade de vida.

 

Amamentação:

Se você tem o plano de amamentar seu filho por mais de 6 meses, uma nova gravidez pode prejudicar a amamentação. Especialistas recomendariam a suspensão do aleitamento do primeiro bebê em uma segunda gestação, pois durante a gravidez o corpo libera ocitocina, hormônio responsável pela descida do leite e também pela contração do útero. O aleitamento poderia gerar um risco de trabalho de parto prematuro.

 

Bom, então se você está pensando numa segunda gravidez ou se descobriu agora que está grávida … temos 2 dicas para você …

Dica 1 – busque uma fisioterapeuta especializada para avaliar seu assoalho pélvico e prevenir as desordens dessa região. Em SP, você pode encontrar a Vanessa Marques – Donna Fisio.

Localização do Espaço Donna Fisio: Rua Doutro Cesar, núm. 1368 – conjunto 211 – Santana.

 

Dica 2 – para exercícios especializados para a gravidez, você pode aderir ao programa Gravidez em Forma. Com ele, todas as mudanças de postura e diástase podem ser controladas.

Acesse e cadastre-se para conhecer o programa – > www.gravidezemforma.com.br

 

Treino intenso depois da gravidez pode prejudicar a amamentação

Treino intenso depois da gravidez pode prejudicar a amamentação? Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach de mamães – programa Mães em Forma

 

O treino intenso para emagrecer virou a nova onde e isso também está sendo aderido depois da gravidez.

Treinos como os circuitos com HIIT viraram uma febre com os personais, academias e até programas online.

Esses treinos ganharam também visibilidade na internet através de blogueiras e celebridades. E chegaram inclusive na internet com vários programas online sendo oferecidos … MAS CUIDADO !!!

A pergunta é … esses TREINOS INTENSOS PODEM PREJUDICAR A AMAMENTAÇÃO?

A resposta é SIM!

 

Retorno aos treinos depois da gravidez

O retorno ao exercício no Pós-parto requer atenção e ajustes sim devido a amamentação e outras mudanças que ocorreram no corpo da mulher.

Sempre deve ser gradativo, mas não só por uma preocupação com a amamentação. Durante o período gestacional muitas alterações corporais

Treino intenso e amamentação
Treino intenso e amamentação

ocorreram e o retorno ao exercício deve sempre ser orientado por um profissional que entenda essas mudanças do organismo feminino, diferenciando assim o programa e o atendimento. Diante desse quadro, voltemos a nossa questão. Um profissional que entende o que acontece com a mulher saberá dosar o exercício numa intensidade adequada para que essa questão não seja respondida de forma positiva.

Não só correr pode prejudicar a amamentação e o corpo da mulher, MAS QUALQUER EXERCÍCIO ORIENTADO DE FORMA INCORRETA.

A produção de leite consome muita energia. Uma mãe em fase de amamentação produz entre 800 e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite que a mãe produz, há um gasto entre 500 e 700 (pode ser maior para algumas) calorias em média.

Portanto se o “exercício for intenso ou num volume elevado” e a mulher tiver uma ingestão inadequada poderá prejudicar a amamentação, pelo alto gasto energético que ocorre nesse período. Além do exercício e da ingestão alimentar inadequada, uma hidratação inadequada também poderá comprometer a amamentação. Claro vamos entender … leite é água e se a mulher estiver desidratada pelo exercício ou por não beber a quantidade adequada de água, terá seu leite reduzido ..

 

Intensidade do exercício

Um outro ponto importante é a própria intensidade do exercício ! As pesquisas relacionadas a amamentação e exercício observam um aumento de ácido lático no leite materno. Esse aumento relaciona-se com a intensidade do exercício, isto é, quanto mais intenso mais ácido lático no leite. A grande discussão era que esse ácido lático poderia modificar o sabor do leite e dessa forma o bebê passaria a não aceitá-lo, sendo então que de forma indireta o exercício estaria interferindo na aceitação do bebê ao leite após o exercício pela mudança no sabor deste.

Alguns autores observaram sim essa resposta! Esses estudos e autores mostraram haver uma diferença na aceitação do leite em mães que realizaram “exercício máximo”, sendo o mesmo associado ao aumento da concentração de ácido lático. Os estudos com intensidades adequadas “não mostraram efeitos negativos” sobre a amamentação.

Então concluindo: ao treinarmos, nosso organismo produz ácido lático e este ácido poderia modificar o sabor do leite, fazendo com que o bebê rejeite o “peito”. Se o bebê não mama, o organismo não tem estímulo para produzir mais leite. Não havendo mais produção, o leite realmente pode “secar”, ou melhor, deixar de ser produzido.

 

Exercícios bem orientado tem esse efeito que pode ser negativo? Não !

 

Cary & Quinn (2001) realizaram um estudo com revisão literária e concluíram que até a data analisada, que de forma geral o exercício e amamentação eram atividades compatíveis, sendo que dos vários estudos analisados os mesmos não demonstram efeito prejudicial do exercício durante a lactação não afetando a composição, o volume do leite, o crescimento, o desenvolvimento infantil, ou a saúde materna. O exercício também teria um efeito muito importante na melhora da aptidão cardiovascular nas lactantes e na sensação de bem-estar quando comparara lactantes ativas com mulheres sedentárias.

 

Procedimento correto da mamãe ao voltar ao exercício:

O correto é que a mamãe volte a prática de exercícios com um programa moderado e especializado – CLIQUE AQUI E CONHEÇA. E isso não quer dizer que não tenha RESULTADOS.

É um engano achar que a intensidade é que trará o resultado na volta do corpo nesse momento. Exercícios especializados TEM MAIS PODER QUE A INTENSIDADE DO EXERCÍCIO.

Também o adequado nessa intensidade é que ela “prepare o seu corpo para a volta gradativa das suas antigas atividade e intensidades”, respeitando os limites de recuperação do corpo … por ex: a barriga (core), postura e o períneo.

 

Veja esse resultado da minha aluna fazendo exercícios especializados do programa Mães em Forma …

 

Resultado do programa Pós-parto / Mães em Forma
Resultado do programa Pós-parto / Mães em Forma

 

A sessão de treino deve ter intensidade adequada para não ultrapassar limites fisiológicos (formando muito ácido lático) e correr o risco de comprometer a amamentação, e também pelo exercício intenso ou em grande volume poder comprometer o sistema músculo-esquelético nesse período.

<< Clique aqui e conheça o programa Mães em Forma – especializado do pós-parto até anos depois da gravidez >>

  • Cuidados importante com as mamas:

As mamas durante a gravidez ficam maiores e mais pesadas e se mantém assim no período pós-parto durante toda a fase de amamentação. Principalmente para atletas que realizam atividades de impacto, como corrida, certifique-se de que eles estejam bem firmes (talvez seja necessário usar dois tops ou um suporte mais adequado).

 

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Referências Bibliográficas sobre o tema:

Wallace, JP, Rabin, J. Int J Sp Med. 12 (3) :328-31, 1991. The concentration of lactic acid in breast milk following maximal exercise. Int J Sports Med. 12(3):328-31, 1991.

Wallace, JP, Inbar, G, Ernsthausen, K. Infant acceptance of postexercise breast milk. Pediatrics.89(6 Pt 2): 1245-7, 1992.

Gale B. Carey, Timothy J. Quinn, Susan E. Goodwin. Breast milk composition after exercise of different intensities. J Hum Lact. 13(2): 115-20, 1997.

Quinn, TJ, Carey, GB. Does exercise intensity or diet influence lactic accumulation in breast milk?Med Sci Sp Exerc. 31(1):105-10, 1999.

Cary GB, Quinn TJ. Exercise and lactation: are they compatible? Can Appl Physiol. 26(1):55-75, 2001.

Wright KS, Quinn TJ, Carey GB. Infant acceptance of breast milk after maternal exercise. Pediatrics. 109(4):585-9, 2002.

Su, D, Zhao, Y, Binns, C, Scott, J, Oddy, W. Breast-feeding mothers can exercise: results of a cohort study. Public Health Nutrition. 10(10):1089-1093, 2007.

Exercício após a gravidez seca o leite?

Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach de mamães – programa Mães em Forma

 

O exercícios depois da gravidez seca o leite?

Recebo frequentemente essas dúvidas em minhas redes sociais …

Posso correr? Correr “seca” o leite?

Quero voltar a fazer exercícios, mas tenho medo de secar o leite. Posso voltar?

O retorno ao exercício no Pós-parto requer atenção e ajustes sim devido a amamentação e outras mudanças que ocorreram no corpo da mulher.

Exercício e amamentação
Exercício e amamentação

Sempre deve ser gradativo, mas não só por uma preocupação com a amamentação. Durante o período gestacional muitas alterações corporais ocorreram e o retorno ao exercício deve sempre ser orientado por um profissional que entenda essas mudanças do organismo feminino, diferenciando assim o programa e o atendimento. Diante desse quadro, voltemos a nossa questão. Um profissional que entende o que acontece com a mulher saberá dosar o exercício numa intensidade adequada para que essa questão não seja respondida de forma positiva.

Não só correr pode prejudicar a amamentação e o corpo da mulher, MAS QUALQUER EXERCÍCIO ORIENTADO DE FORMA INCORRETA.

A produção de leite consome muita energia. Uma mãe em fase de amamentação produz entre 800 e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite que a mãe produz, há um gasto entre 500 e 700 (pode ser maior para algumas) calorias em média.

Portanto se o “exercício for intenso ou num volume elevado” e a mulher tiver uma ingestão inadequada poderá prejudicar a amamentação, pelo alto gasto energético que ocorre nesse período. Além do exercício e da ingestão alimentar inadequada, uma hidratação inadequada também poderá comprometer a amamentação. Claro vamos entender … leite é água e se a mulher estiver desidratada pelo exercício ou por não beber a quantidade adequada de água, terá seu leite reduzido ..

Um outro ponto importante é a própria intensidade do exercício ! As pesquisas relacionadas a amamentação e exercício observam um aumento de ácido lático no leite materno. Esse aumento relaciona-se com a intensidade do exercício, isto é, quanto mais intenso mais ácido lático no leite. A grande discussão era que esse ácido lático poderia modificar o sabor do leite e dessa forma o bebê passaria a não aceitá-lo, sendo então que de forma indireta o exercício estaria interferindo na aceitação do bebê ao leite após o exercício pela mudança no sabor deste.

Alguns autores observaram sim essa resposta! Esses estudos e autores mostraram haver uma diferença na aceitação do leite em mães que realizaram “exercício máximo”, sendo o mesmo associado ao aumento da concentração de ácido lático. Os estudos com intensidades adequadas “não mostraram efeitos negativos” sobre a amamentação.

Então concluindo: ao treinarmos, nosso organismo produz ácido lático e este ácido poderia modificar o sabor do leite, fazendo com que o bebê rejeite o “peito”. Se o bebê não mama, o organismo não tem estímulo para produzir mais leite. Não havendo mais produção, o leite realmente pode “secar”, ou melhor, deixar de ser produzido.

 

Exercicios bem orientado tem esse efeito que pode ser negativo? Não !

Cary & Quinn (2001) realizaram um estudo com revisão literária e concluíram que até a data analisada, que de forma geral o exercício e amamentação eram atividades compatíveis, sendo que dos vários estudos analisados os mesmos não demonstram efeito prejudicial do exercício durante a lactação não afetando a composição, o volume do leite, o crescimento, o desenvolvimento infantil, ou a saúde materna. O exercício também teria um efeito muito importante na melhora da aptidão cardiovascular nas lactantes e na sensação de bem-estar quando comparara lactantes ativas com mulheres sedentárias.

 

  • Procedimento correto da mamãe ao voltar ao exercício:

O correto é que a mamãe volte a prática de exercícios com um programa especializado – CLIQUE AQUI E CONHEÇA, que seja adequado nessa intensidade e “prepare o seu corpo para a volta gradativa das suas antigas atividade e intensidades”, respeitando os limites de recuperação do corpo … por ex: a barriga (core), postura e o períneo.

A sessão de treino deve ter intensidade adequada para não ultrapassar limites fisiológicos (formando muito ácido lático) e correr o risco de comprometer a amamentação, e também pelo exercício intenso ou em grande volume poder comprometer o sistema músculo-esquelético nesse período.

 

<< Clique aqui e conheça o programa Mães em Forma – especializado do pós-parto até anos depois da gravidez >>

 

  • Cuidados importante com as mamas:

As mamas durante a gravidez ficam maiores e mais pesadas e se mantém assim no período pós-parto durante toda a fase de amamentação. Principalmente para atletas que realizam atividades de impacto, como corrida, certifique-se de que eles estejam bem firmes (talvez seja necessário usar dois tops ou um suporte mais adequado).

 

Referências Bibliográficas sobre o tema:

Wallace, JP, Rabin, J. Int J Sp Med. 12 (3) :328-31, 1991. The concentration of lactic acid in breast milk following maximal exercise. Int J Sports Med. 12(3):328-31, 1991.

Wallace, JP, Inbar, G, Ernsthausen, K. Infant acceptance of postexercise breast milk. Pediatrics.89(6 Pt 2): 1245-7, 1992.

Gale B. Carey, Timothy J. Quinn, Susan E. Goodwin. Breast milk composition after exercise of different intensities. J Hum Lact. 13(2): 115-20, 1997.

Quinn, TJ, Carey, GB. Does exercise intensity or diet influence lactic accumulation in breast milk?Med Sci Sp Exerc. 31(1):105-10, 1999.

Cary GB, Quinn TJ. Exercise and lactation: are they compatible? Can Appl Physiol. 26(1):55-75, 2001.

Wright KS, Quinn TJ, Carey GB. Infant acceptance of breast milk after maternal exercise. Pediatrics. 109(4):585-9, 2002.

Su, D, Zhao, Y, Binns, C, Scott, J, Oddy, W. Breast-feeding mothers can exercise: results of a cohort study. Public Health Nutrition. 10(10):1089-1093, 2007.

5 Perguntas que as mamães fazem após a gravidez

Por Gizele Monteiro – Coach de Mamães by Pós-parto em Forma

 

As “5 perguntas que as mamães mais me fazem no pós-parto”

Como personal gestante – coach de mamães, tenho sempre que esclarecer muitas dúvidas quando elas me procuram. Selecionei as 5 dúvidas – perguntas mais frequentes que me chegam pelas redes sociais ou até mesmo em meu e-mail.

 

Pergunta 1. Estou amamentando e engordando! O que eu faço?!!

Amamentação ajuda a emagrecer

Dúvida muito comum mesmo e acontece com grande parte das mamães, o que faz bater aquele desespero.

Bom, a primeira coisa a entender é que a amamentação é uma forte aliada à volta do peso – emagrecimento – e no gasto calórico. Ela gasta muitas calorias!!

Se você está amamentando e não está emagrecendo ou até mesmo (o pior) … está engordando … é porque está se alimentando de forma errada. Entenda que alguma coisa na sua alimentação não está certa.

Então você precisa entender como se alimentar e como é a sua visão de uma alimentação saudável, por isso pare e faça essa análise agora. ANOTE TUDO O QUE VOCÊ ESTÁ COMENDO.

Será que realmente a sua alimentação está saudável e atendendo as necessidades nutricionais suas e do seu bebê?

Com certeza você achará erros e identificando esses erros você verá que irá voltar ao seu peso.

Vou citar alguns aqui que constantemente vejo em minhas alunas e consultorias que realizo:

  • beber refrigerantes,
  • comer muitos doces e pães,
  • beliscar ao longo do dia
  • ficar muito tempo sem comer e quando vai comer, enche o prato
  • comer demais porque tem “fome” por causa da amamentação

 

Aliás “essa fome” merece um destaque.

“Algumas mamães se queixam que ficam com uma fome insuportável depois de amamentar. De fato isso pode acontecer, mas cabe a você então comer adequadamente. O que acontece é que a maioria se entope de besteira ou bate o maior pratão de pedreiro … alimentos que não são nada saudáveis ou uma quantidade muito acima do que você precisa. E uma coisa também fica clara quando vejo mamães que não sentem essa fome avassaladora … normalmente elas comem adequadamente e não ficam longos períodos sem comer, são mais disciplinadas em observar seus horários de se alimentar. Tenho mamães inclusive que ingerem alimentos enquanto amamentam … frutas secas, oleaginosas, um suco, uma fruta. Então você pode perceber que a “disciplina é fundamental nessa fase”.

 

 

A segunda coisa importante é ser ativa, isto é, incluir uma rotina de exercícios no seu dia, nem que seja em casa. O exercício ajudará não só na volta do peso, mas também a equilibrar o que você está ingerindo. O exercício também aliviará na ansiedade de estar dentro de casa – “trancada” – que normalmente te faz descontar na comida. Esse equilíbrio te ajudará também a se sentir mais bonita e de bem com seu corpo.

 

Pergunta 2. Posso fazer dieta amamentando?

Dietas restritivas – radicais, da moda, ou com baixo aporte calórico não são indicadas após a gravidez. Até mesmo porque você tem uma necessidade aumentada justamente por causa da amamentação. Então se você está se alimentando de forma saudável, o peso naturalmente voltaria ao que você tinha. Se isso não está acontecendo, meu conselho é procurar uma nutricionista para ajustar sua alimentação. Sua “dieta” será uma alimentação saudável e adequada para a sua fase. Eeee lembre-se seja ativa, faça exercícios.

 

Pós-parto em Forma

Pergunta 3. Para voltar ao meu corpo é só amamentar??!!

Em uma postagem recente que fiz, vi várias mães comentando … para voltar ao corpo basta amamentar.

Bom minha resposta é clara e objetiva … NÃO … NÃO BASTA!

Amamentar ajuda na sua volta do “PESO”  e não do seu “CORPO”.

Volta do peso e Volta do corpo são coisas completamente diferentes!!!

Tanto que atendo várias mamães com meu programa para a volta da barriga, que estão magras, mas suas barrigas estão como se tivessem grávidas de 3-4 meses … algumas até de 6 (conforme comentam rsrsrs).

A volta do corpo envolve um conceito muito maior, pois é a volta de todo o seu corpo … barriga, bumbum, postura, prevenção de dores, assoalho pélvico. Por isso meu projeto é um programa completo … o programa Pós-parto – Mães em Forma faz a volta e recuperação completa do seu corpo.

Pode ser que você até fique feliz com o que está fazendo, mas não significa que seu corpo tenha voltado totalmente.

 

Pergunta 4. Estou amamentando, posso fazer exercícios? O exercício não prejudica a amamentação?

Sim, pode fazer exercícios se você está amamentando!

Esse medo, é bem comum, mas adianto que um programa especializado e que atenda realmente as suas necessidades não comprometerá em nada a amamentação. A intensidade e o volume da atividade associado a hidratação adequada garantem que você mantenha a amamentação durante o período que desejar e fluir conforme o seu corpo.

Há muitos anos atendo mamães nos mais diferentes perfis e o exercício do meu programa nunca interferiu na amamentação, por isso se você ouviu ou tem outra experiência, algum erro aconteceu.

 

Pergunta 5. Depois de quanto tempo do meu parto eu posso fazer exercícios?

Hoje tem mudado muito o tempo de liberação dos médicos para que a mamãe volte ou inicie os exercícios.

Atendo mulheres que em 30 dias pós-cesárea já estão liberadas pelos seus médicos para voltarem para atividades leves como caminhada ou exercícios posturais ou braços.

Mas o comum ainda entre os médicos é:

30-40 dias para parto normal e 40-60 dias para cesárea.

Só fique em alerta que mesmo que seu médico libere para a prática, essa deve ser adaptada para as novas condições do seu corpo.

Você não deve voltar a fazer os mesmos exercícios de antes da gravidez. Seu corpo agora é outro, tem outras necessidades, está totalmente instável. Como um treino de uma mulher que não estava grávida pode te ajudar? Não irá!

Inclusive pego casos seríssimos de diástases pioradas com os treinos de pilates e musculação. Isso acontece porque um profissional sem um olhar de especialista não consegue entender a nova necessidade do seu corpo e nem como recuperá-lo. Seria a mesma coisa que você procurar um clínico geral para ver sua lesão de joelho.

O programa ideal, começa a recuperar seu corpo a partir da barriga, iniciando pela avaliação da diástase.

Você já viu se tem diástase?

Se você não sabe se tem a diástase, pode fazer o teste com meu e-book gratuito. Basta clicar no botão abaixo e se cadastrar para que eu possa te enviar.

 

 

E se você deseja ter um programa que te ajude nesse passo a passo para ter seu corpo de volta … Conheça o Pós-parto – Mães em Forma!

 

Clique no Link e seja direcionada para o programa que deixará seu corpo e sua barriga incrível!

 

<< QUERO CONHECER O PROGRAMA PÓS-PARTO-MÃES EM FORMA >>

 

 

 

HIIT no pós-parto? Será seguro?

Hiit no pós-parto – Por Gizele Monteiro – Personal Gestante

 

HIIT depois da gravidez – é seguro?

O HIIT – treino intenso – com certeza é o queridinho do momento como método de emagrecimento.

Claro que essa então é uma dúvida comum das minhas alunas … Gizele o HIIT é seguro no pós-parto para voltar a forma?!

Primeiro vou esclarecer o que é e o que significa  a palavra HIIT.

O termo é uma abreviação que vem do inglês – High Intensity Intetermittent Training, isto é, Treinamento Intervalado de Alta Intensidade. No português não fica tão bonita a sigla não é (risos) ?!

Basicamente o método é composto por uma série de estímulos curtos e muito intensos – exercícios rápidos, curta duração e em alta intensidade, seguido por um período de recuperação.

O foco então é levar sua frequência lá em cima, na maior intensidade possível, num treino curto (que tem sido “vendido como excelente para uma mãe que não tem tempo).

 

 

CUIDADO … NEM TUDO É O QUE PARECE?

Só com essa informação você já pode entender “se esse método é adequado ou não para quem está no pós-parto”.

Vou explicar melhor !!!

  • Seu coração

Durante a gravidez seu corpo muda drasticamente. E uma alterações mais intensas acontece em todo seu sistema cardiovascular – coração e vasos são totalmente alterados para bombear, levar – trazer e suportar mais sangue para você e seu bebê.

A volta de tudo isso não é imediata. É gradativa e leva-se em torno entre 6 meses a 1 ano para que esses ajustes voltem ao que era antes da gravidez. Algumas alterações podem nem voltar se não houver um treino específico.

 

  • Ligamentos, ossos e músculos

Além de toda mudança fisiológica temos também as biomecânicas – ossos, ligamentos, músculos e postura – também não voltam rapidamente ao que eram. Principalmente sua barriga!

 

“Os músculos da sua barriga (todos os abdominais) permanecem fracos e alongados. Muitas desenvolvem a diástase – que deixa sua barriga saliente, estufada e flácida.”

 

Os ligamentos ainda permanecem soltos, adaptados pelo hormônio relaxina que deixa eles soltos como uma forma de preparar seu corpo para o parto. Inclusive seu quadril também não voltou ainda.

Imagina então aplicar um método intenso para o seu coração e que usa movimentos rápidos e muitas vezes muito dinâmicos?!!

Os treinos com HIIT por vários motivos solicita muito do seu coração e vasos além de todo seu corpo – parte muscular e ligamentar.

 

HIIT NO PÓS-PARTO E A AMAMENTAÇÃO

Uma preocupação comum da mulher é a amamentação.

O metabolismo do HIIT também é preocupante, afinal enquanto houver amamentação a indicação das autoridades internacionais e dos pesquisadores é de que não se realize exercícios intensos que levem a produção e acúmulo de lactato.

E o HIIT faz isso!

Essa aliás é sua proposta.

O alto nível de lactato pode alterar o sabor do leite e fazer com que o bebê recuse mamar, com isso a ausência do estímulo de sucção a tendência é secar o leite. Veja mais no artigo que escrevi – O exercícios pode prejudicar a amamentação? Clique aqui para ler!

Outros aspectos ainda devem ser considerados como: tipo de parto, histórico de condição física e experiência anterior com esse treino. Definitivamente ele não é um treino para iniciante.

 

O QUE FAZER? VOLTE DE FORMA GRADATIVA

Bom … já entendemos que o Hiit no pós-parto não é interessante! 🙂

Por mais eficiente que esse método seja, é importante respeitar sua atual condição física e retornar gradativamente.

Seu corpo precisa ser recuperado.

Sua barriga, quadril, períneo, postura! Tudo isso é importante!

Você pode ter um treino totalmente adaptado para mães, para fazer em casa ou na academia!

Conheça mais sobre o programa online Pós-parto – Mães em Forma

Acesse o portal e veja toda a apresentação e também os resultados que o programa apresenta!

 

 

Se você deseja saber se tem diástase … Basta se cadastrar no portal – Clique aqui!