Conclusões das novas diretrizes do ACOG sobre exercícios na gravidez e pós-parto

Tradução da Diretriz do ACOG (PARTE 9 – Final) – Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach de gestantes by Gravidez em Forma

*** Os programas Mais Vida Gestantes – Brasil e Portugal – e os Programas Online Gravidez e Pós-parto em Forma seguem as diretrizes do ACOG e outras autoridades internacionais que pesquisam e buscam a prescrição de exercícios de forma segura e direcionada para as necessidades da gravidez.

 

Número 650 – Dezembro de 2015.

Comissão de Prática Obstétrica
Este documento reflete os avanços clínicos e científicos emergentes – a data e emissão estão sujeitas a alterações. A informação não deve ser interpretada como um curso exclusivo de tratamento ou procedimento a ser seguido.

 

Conclusão das novas diretrizes do ACOG:

Exercício para dor nas costas da mamães
Exercício na gravidez – Diretrizes do ACOG

Apesar do fato de que a gravidez está associada com profundas alterações anatômicas e fisiológicas, o exercício tem um risco mínimo e tem sido mostrado que beneficia a maioria das mulheres.

Mulheres com gestações sem complicações devem ser encorajadas a participar de atividades físicas antes, durante e após a gravidez.

Ginecologistas-obstetras e outros profissionais deve avaliar cuidadosamente as mulheres com complicações médicas ou obstétricas antes de fazer recomendações sobre a participação da atividade física durante a gravidez.

Apesar das evidência serem limitadas, algum benefício para os resultados da gravidez tem sido mostrado e não há nenhuma evidência de danos quando não há contra-indicação.

A atividade física e exercício físico durante a gravidez promove a aptidão física e pode prevenir o ganho de peso gestacional excessivo.

O exercício pode reduzir o risco de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e de partos cesáreos.

Mais pesquisas são necessárias para estudar os efeitos e resultados do exercício em condições específicas da gravidez, e para esclarecer ainda mais métodos eficazes de aconselhamento comportamental e melhor tipo, frequência e intensidade do exercício.

Pesquisa similar é necessária para melhorar a informação baseada em evidências sobre os efeitos da atividade física ocupacional sobre a saúde materno-fetal.

 

Recurso

Artal R, Hopkins S. Exercise. Clin Update Womens Health Care 2013;XII(2):1–105.

 

Referências bibliográficas no Link para acessar o artigo original:

http://www.acog.org/Resources-And-Publications/Committee-Opinions/Committee-on-Obstetric-Practice/Physical-Activity-and-Exercise-During-Pregnancy-and-the-Postpartum-Period

Novas Diretrizes do ACOG para exercícios no Pós-parto

Tradução da Diretriz do ACOG (PARTE 8) – Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach de gestantes by Gravidez em Forma

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Número 650 – Dezembro de 2015.

Comissão de Prática Obstétrica
Este documento reflete os avanços clínicos e científicos emergentes – a data e emissão estão sujeitas a alterações. A informação não deve ser interpretada como um curso exclusivo de tratamento ou procedimento a ser seguido.

 

Exercício no Período Pós-parto

Exercício após o parto
Exercício após o parto

O período pós-parto é um momento oportuno para ginecologistas-obstetras e outros profissionais recomendarem o inicio e reforçarem um comportamento e estilo de vida saudável.

Retomar a atividade física ou incorporar uma nova rotina com exercícios após o parto será importante no apoio aos hábitos saudáveis ​​ao longo da vida.

Vários estudos indicam que o nível de participação em programas de exercício das mulheres diminui após o parto e isso freqüentemente leva ao sobrepeso e à obesidade (59).

A rotina de exercícios pode ser retomada gradualmente após a gravidez assim que for medicamente segura, dependendo do tipo de parto – vaginal ou cesariana, e a presença ou ausência de complicações médicas ou cirúrgicas. Algumas mulheres são capazes de retomar as atividades físicas dentro de poucos dias do parto.

Na ausência de complicações médicas ou cirúrgicas, não foi encontrado efeito adverso no retorno rápido destas atividades.

Exercícios do assoalho pélvico pode ser iniciado no pós-parto imediato.

Foi demonstrado que o exercício aeróbico regular em mulheres lactantes melhora a aptidão cardiovascular materna, sem afetar a produção e composição do leite, ou o crescimento infantil (60).

Mulheres que estão amamentando devem considerar a alimentação de seus bebês antes do exercício, a fim de evitar o desconforto no exercício da mama ingurgitada (peito cheio).

Mulheres que amamentam também devem garantir uma hidratação adequada antes de iniciar a atividade física.

Exercício materno e hidratação
Exercício materno e hidratação

 

Veja os posts anteriores com as diretrizes completas!!!

Novas diretrizes do ACOG para exercícios na gravidez – atividade ocupacional

Tradução da Diretriz do ACOG (PARTE 7) – Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach de gestantes by Gravidez em Forma

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Atividade Física Ocupacional

A evidência à respeito de qualquer possível associação entre os resultados de saúde materno-fetal e atividade física ocupacional é misturado e limitado.

Uma meta-análise com base em 62 estudos avaliando as evidências relativas de parto prematuro, baixo peso ao nascer, idade gestacional pequena, pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional para cinco exposições ocupacionais (horas de trabalho, trabalho por turnos, de elevação de carga – lifting, em pé e carga de trabalho físico) ( 53). Embora a análise tenha sido limitada por definições de exposição heterogênicas, especialmente para levantamento e de carga de trabalho pesada, a maioria das estimativas de risco apontou para efeitos pequenos ou nulos. Em contraste, um estudo de corte de mais de 62.000 mulheres dinamarquesas mostraram uma relação dose-resposta entre a carga diária total levantada e parto prematuro com cargas maiores que 1.000 kg por dia (54). Neste estudo, a elevação de cargas pesadas (superior a 20 kg) mais do que 10 vezes por dia foi associada com um aumento do risco de parto prematuro.

Atividade Ocupacional e gravidez
Atividade Ocupacional e gravidez

As orientações do Conselho de Associação Médica Americana sobre Assuntos Científicos de 1984, sobre os limites do levantamento ocupacional de peso durante a gravidez têm sido utilizados por médicos por muitos anos, mas não são específicos, não definem os termos de levantamento repetitivo ou intermitente, e não consideram o tipo de levantamento ( 55).

A mais recente orientação proposta aborda estas questões e baseia-se no Instituto Nacional de Segurança Ocupacional e Saúde  e baseada no Instituto Nacional de Segurança Ocupacional e Saúde equação que determina o limite máximo recomendado de peso. A equação limite de peso recomendado fornece limites de peso para elevação de que seria aceitável para 90% das mulheres saudáveis ​​(56).

Um estudo aplicou a equação de levantamento do Instituto Nacional de Segurança Ocupacional e Saúde para definir os limites de peso recomendado para uma ampla variedade de padrões de levantamentos para as mulheres grávidas, num esforço para definirem um limite de levantamentos que a maioria das trabalhadoras grávidas com gestações complicadas deve ser capaz de executar sem aumento do risco para a saúde materna ou fetal (57).

Os mesmos autores identificaram condições de levantamentos que apresentam maior risco de lesão musculoesquelética e sugeriram que ginecologistas-obstetras e outros profissionais de usem seu melhor julgamento clínico para determinar um plano de recomendações para a paciente, que pode incluir um pedido formal de um profissional de saúde ocupacional para realizar uma análise para determinar limites máximos de peso com base em condições de levantamentos reais.

Novas diretrizes do ACOG para exercícios na gravidez – populações especiais

Tradução da Diretriz do ACOG (PARTE 6) – Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach de gestantes by Gravidez em Forma

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Comissão de Prática Obstétrica
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Populações Especiais

Atleta grávida - cuidados segundo ACOG
Atleta grávida – cuidados segundo ACOG

Várias revisões têm determinado que não há nenhuma evidência para prescrever repouso durante a gravidez, o que é mais comumente prescrito para a prevenção do trabalho de parto prematuro. O Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia e Ginecologia tem a posição “que o repouso no leito não é eficaz para a prevenção do parto prematuro e não deve ser recomendado como rotina” (51).

Pacientes (gestantes) com a prescrição de repouso prolongado ou atividade física restrita correm o risco de tromboembolismo venoso, desmineralização óssea e descondicionamento. Embora frequentemente prescritos, o repouso é raramente indicado e, na maioria dos casos, permitir deambulação deve ser considerado.

Gestantes obesas devem ser encorajados a participar na modificação do estilo de vida saudável na gravidez que inclui atividades físicas e dietas orientadas (5). As mulheres obesas devem começar com baixa intensidade, curtos períodos de exercício e aumentar gradualmente à medida que forem capazes. Em estudos recentes que examinam os efeitos do exercício entre grávidas obesas, elas tem demonstrado reduções modestas no ganho de peso e não há efeitos adversos com os exercícios designados (52).

Atletas (competitivas) exigem uma vigilância freqüente e mais próxima, porque elas tendem a manter uma programação de treinamento mais intenso durante a gravidez e no pós-parto voltam a treinar em alta intensidade mais cedo em relação aos outras mulheres. Essas atletas devem prestar particular atenção para evitar a hipertermia, manter a hidratação adequada, e manter a ingestão calórica adequada para evitar a perda de peso, o que pode afetar adversamente o crescimento fetal.

 

Novas diretrizes do ACOG – Programa de Exercícios

Tradução da Diretriz do ACOG (PARTE 5) – Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach de gestantes by Gravidez em Forma

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Atividade física na gestação com personal gestante - by Gizele Monteiro
Atividade física na gestação com personal gestante – by Gizele Monteirofoto vidaemfoco.com.br

Recomendações para um Programa de Exercícios

Conselho Motivacional

A gravidez é um momento ideal para a modificação de comportamento e para a adoção de um estilo de vida saudável por causa do aumento da motivação e acesso freqüente a supervisão médica.

As mulheres (pacientes) estão mais propensas a controlar o peso, aumentar a atividade física, e melhorar a sua dieta, se seu médico recomendar que o façam (41).

Ferramentas de aconselhamento motivacional, como o Cinco de As (do inglês – Perguntar, Aconselhar, Avaliar, assistir e Organizar), originalmente desenvolvido para a cessar o tabagismo, têm sido utilizadas com sucesso para aconselhamentos de dieta e exercício (43) A. Ginecologistas-obstetras e outros profissionais podem considerar a adoção de abordagem dos Cinco de As para as mulheres com gestações sem complicações e que não têm nenhuma contra-indicação para o exercício.

 

 

Prescrição de um Programa Individualizado de Exercícios

Os princípios da prescrição de exercício para mulheres grávidas não diferem daquelas para a população em geral (2). Uma avaliação clínica completa deve ser realizada antes de recomendar um programa de exercícios para garantir que um paciente não tem razões médicas para evitar o exercício.

Um programa de exercícios que leva a um objetivo final o exercício de intensidade moderada por pelo menos 20-30 minutos por dia, na maioria ou em todos os dias da semana deve ser desenvolvido com a paciente e ajustadas conforme indicação médica.

O post 2 – clique aqui … apresenta exemplos de atividades físicas seguras e inseguras na gravidez.

Mulheres com gestações sem complicações devem ser encorajados a participar de atividades físicas antes, durante e após a gravidez.

 

Porque as respostas de freqüência cardíaca menos acentuadas e normais tem sido reportadas em mulheres grávidas, o uso da percepção subjetiva de esforço pode ser um meio mais eficaz para monitorar a intensidade do exercício durante a gravidez do que os parâmetros de freqüência cardíaca (44). Para o exercício de intensidade moderada, percepção subjetiva de esforço deve ser 13-14 (um pouco dura) – 6 – 20 na escala de Borg de percepção de esforço. Usar o “teste da fala” é outra maneira de medir o esforço. Enquanto a mulher puder manter uma conversa durante o exercício, é provável que ela não o exceda (45). As mulheres devem ser aconselhadas a permanecerem bem hidratadas, evitar longos períodos de deitado em suas costas – decúbito dorsal, e parar de se exercitar se elas tiverem qualquer um dos sinais de alerta apresentados na Caixa 4.

 

As mulheres grávidas que são sedentárias antes da gravidez devem seguir uma progressão mais gradual de exercício.

Embora não tenha sido estabelecido um nível superior seguro da intensidade do exercício, as mulheres que tinham exercícios regulares antes da gravidez e que têm gravidez sem complicações, saudável podem ser capazes de se envolver em programas de exercícios de alta intensidade, como corrida e aeróbica, sem efeitos adversos.

Exercício de alta intensidade ou prolongado, que exceda 45 minutos pode levar a hipoglicemia; portanto, a ingestão calórica adequada antes do exercício, ou limitar a sessão de exercício (o tempo), é essencial para minimizar esse risco (46).

Exercício prolongado deve ser realizada em ambiente termo-neutro ou em condições de temperatura ambiental controlada (ar condicionado) com muita atenção a hidratação adequada e ingestão calórica. Em estudos com gestantes que se exercitaram com atividade física individualizada em um ambiente com temperatura controlada, a temperatura corporal central subiu menos do que 1,5 °C durante 30 minutos e ficou dentro de limites segurosfoi auto-passeado em um ambiente com temperatura controlada, temperaturas corporais núcleo subiu menos do que 1,5 ° C durante 30 minutos e ficou dentro dos limites de segurança (46). Embora a atividade física e a desidratação na gravidez tenham sido associadas a um pequeno aumento nas contrações uterinas (47), não há evidência conclusiva de que o treino intenso cause um trabalho de parto (trabalho de parto pré-termo) ou um parto prematuro.

 

Novas diretrizes do ACOG para exercício na gravidez – Respostas fetais

Tradução da Diretriz do ACOG (PARTE 4) – Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach de gestantes by Gravidez em Forma

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Respostas fetais ao exercício materno
Resposta fetal ao exercício materno

 

Resposta Fetal ao exercícios materno

A maioria dos estudos sobre a resposta fetal ao exercício materno têm-se centrado nas alterações da frequência cardíaca fetal e peso ao nascer.

Estudos têm demonstrado aumentos mínimos a moderado da frequência cardíaca fetal de 10-30 batimentos por minuto ao longo da linha de base “durante” ou “após” o exercício (23-26).

Três meta-análises concluíram que as diferenças no peso ao nascer foram mínimas para nenhuma em mulheres que se exercitaram durante a gravidez comparadas com as controle – que não se exercitaram (27-29). No entanto, as mulheres que continuaram a realizar exercícios vigorosos durante o terceiro trimestre eram foram propensas a terem bebês com 200-400 g menos quando comparadas ao controle, embora não houvesse um aumento do risco de restrição de crescimento fetal (27-29).

Um estudo de corte que avaliou o fluxo de sangue na artéria umbilical, batimentos cardíacos fetais e perfis biofísicos antes e após o exercício extenuante no segundo trimestre demonstrou que 30 minutos de exercício extenuante foi bem tolerado por mulheres e fetos, em grávidas ativas e inativas.(26).

 

 

Novas diretrizes do ACOG para prescrição de exercícios na gravidez

Tradução da Diretriz do ACOG (PARTE 3) – Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach de gestantes by Gravidez em Forma

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ACOG - Colégio America de Ginecologia e Obstetrícia

 

Aspectos anatômicos e fisiológicos do Exercício na Gravidez

Atividade física na gestação - by Gravidez em Forma
Atividade física na gestação – by Gravidez em Forma

A gravidez leva a uma série de alterações anatômicas e fisiológicas que devem ser consideradas quando se prescreve o exercício. As alterações mais distintas durante a gravidez são o aumento do ganho de peso e um deslocamento do centro de gravidade que resulta em lordose progressiva. Essas mudanças levam a um aumento nas forças através articulações e da coluna vertebral durante o exercício com peso sustentado. Como resultado, mais de 60% de todas as mulheres grávidas experimentam dor lombar (13). O fortalecimento dos músculos abdominais e das costas poderia minimizar este risco. O volume de sangue, freqüência cardíaca, volume sistólico e débito cardíaco aumenta durante a gravidez, enquanto a resistência vascular sistêmica diminui. Essas alterações hemodinâmicas estabelecem a reserva circulatória necessária para sustentar a mulher grávida e o feto em repouso e durante o exercício. Posturas imóveis (paradas), tais como certas posições de ioga e posição supina – decúbito dorsal, pode resultar na diminuição do retorno venoso e hipotensão em 10-20% de todas as mulheres grávidas e deve-se evitar, o tanto quanto possível(14).

Na gravidez, existem também profundas alterações respiratórias. A ventilação por minuto aumenta até 50%, principalmente como resultado do aumento do volume corrente. Por causa de uma diminuição fisiológica na reserva pulmonar, a capacidade para o exercício anaeróbico é prejudicada, e disponibilidade de oxigênio para o exercício aeróbico extenuante e aumento da carga de trabalho fica constante. A alcalose respiratória fisiológica da gravidez pode não ser suficiente para compensar o desenvolvimento da acidose metabólica do exercício extenuante. A diminuição da carga de trabalho subjetiva e desempenho ao exercício máximo em gestantes, particularmente naquelas que estão com sobrepeso ou obesas, limitam a sua capacidade de se envolver em atividades físicas mais vigorosas (15). Tem sido mostrado que o treinamento aeróbico na gravidez aumenta a capacidade aeróbica gestantes com peso normal e com sobrepeso (16-18).

A regulação da temperatura é altamente dependente das condições ambientais e de hidratação. Durante o exercício, as mulheres grávidas devem estar bem hidratadas, usar roupas folgadas e evitar a temperaturas quentes e umidade para se proteger contra o estresse térmico, particularmente durante o primeiro trimestre (19). Embora a exposição ao calor a partir de fontes como banheiras de hidromassagem, saunas, ou febre tenham sido associada com um aumento do risco de defeitos do tubo neural (20), o exercício não seria de esperar que aumente a temperatura interna do corpo nessa gama de preocupação. Pelo menos nenhum estudo encontrou a associação entre exercício e defeitos do tubo neural (21).

Apesar do fato de que a gravidez está associada com alterações anatômicas e fisiológicas profundas, exercício tem riscos mínimos e foi demonstrado que beneficia a maioria das mulheres. As lesões esportivas mais comuns na gravidez são músculo-esqueléticas, em grande parte relacionadas com edema das extremidades inferiores edema (80%) e frouxidão articular (22).

 

 

Diretrizes do ACOG para exercícios na gravidez – atividades indicadas e contra-indicadas

Tradução da Diretriz do ACOG (PARTE 2) – Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach de gestantes by Gravidez em Forma

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ACOG - Colégio America de Ginecologia e Obstetrícia

 

Exemplos de atividades indicadas (seguras) e contra-indicadas (inseguras) durante a gravidez:

 

As seguintes atividades são consideradas seguras para iniciar ou continuar*

  • caminhada
  • natação
  • bicicleta estacionária
  • aeróbica de baixo impacto
  • yoga modificado +
  • pilates modificado
  • corrida ou jogging (corrida e jogging – continuar – somente para as praticantes) x
  • esportes de raquete x –
  • treinamento de força – exercícios de fotalecimento x

 

As seguintes atividades devem ser evitadas

  • esportes de contato
  • atividades com alto risco de queda
  • mergulho
  • saltos em alturas
  • power yoga / power pilates

 

Observações das modalidades:

* gravidez sem complicações com consulta e acompanhamento obstétrico

+ posições do yoga que reduzem o retorno venoso e levam a hipotensão devem ser evitadas

x pode ser segura para mulheres que participavam dessas modalidades anteriormente

esportes de raquete que precisam de equilíbrio podem afetar os movimentos rápidos e aumentar o risco de queda e deve-se evitar o máximo possível

 

Atividade física especializada - Personal Gestante by Gizele Monteiro
Atividade física especializada – Personal Gestante by Gizele Monteiro

 

Novas diretrizes do ACOG para exercícios na gravidez

Tradução da Diretriz do ACOG – Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Coach de gestantes by Gravidez em Forma

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ACOG - Colégio America de Ginecologia e Obstetrícia

 

Recomendações:

A atividade física regular em todas as fases da vida, incluindo a gravidez, promove benefícios para a saúde.

“A gravidez é um momento ideal para manter ou adotar um estilo de vida saudável” e o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia faz as seguintes recomendações:

  • A atividade física na gravidez tem riscos mínimos e foi mostrado ser benéfica para a maioria das mulheres, embora algumas modificações para as rotina de exercícios devam ser necessárias por causa das mudanças anatômicas e fisiológicas normais e exigências fetais.
  • Uma avaliação clínica completa deve ser realizada antes de recomendar um programa de exercícios para garantir que um paciente não tem uma razão médica para evitar o exercício.
  • Mulheres com gestações sem complicações devem ser encorajados a participar em exercícios para o condicionamento aeróbico e de força antes, durante e após a gravidez.
  • Ginecologistas-obstetras devem avaliar cuidadosamente as mulheres com complicações médicas ou obstétricas antes de fazer recomendações sobre a participação de atividade física durante a gravidez. Embora frequentemente prescritos, o repouso é só raramente indicada e, na maioria dos casos, deve ser considerado e permitido a deambulação.
  • A atividade física regular durante a gravidez aumenta ou mantém a aptidão física, ajuda a controlar o peso, reduz o risco de diabetes gestacional em mulheres obesas, e melhora o bem-estar psicológico.
  • Pesquisas adicionais são necessárias para estudar os efeitos do exercício sobre os resultados específicos da gravidez, e para esclarecer o comportamento dos métodos mais eficazes e a intensidade e freqüência ideais para o exercício. Trabalho semelhante é necessário para criar uma base melhor de evidências sobre os efeitos da atividade física ocupacional sobre a saúde materno-fetal.

 

Introdução

Novas diretrizes do Acog - exercícios na gravidez
Novas diretrizes do Acog – exercícios na gravidez

A atividade física, definida como qualquer movimento corporal produzido pela contração dos músculos esqueléticos (1) em todas as fases da vida mantém e melhora o condicionamento cardiorrespiratório, reduz o risco de obesidade e comorbidades associadas, e resulta em uma maior longevidade. Mulheres que começam a sua gravidez com um estilo de vida saudável (por exemplo, exercício, boa nutrição, não-fumantes) devem ser encorajados a manter esses hábitos saudáveis. Aquelas que não têm um estilo de vida saudável devem ser encorajadas a ver o período de pré-concepção e gravidez como uma oportunidade para abraçar rotinas saudáveis.

Exercício, definida como a atividade física que consiste em movimentos corporais planejados, estruturados e repetitivos feitos para melhorar um ou mais componentes da aptidão física (1), é um elemento essencial de um estilo de vida saudável, e ginecologistas-obstetras devem incentivar suas pacientes a continuar ou começar um programa de exercícios como um componente importante de uma ótima saúde.

Em 2008, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA emitiu o guia com diretrizes de atividade física para os americanos (2). Para as grávidas e mulheres no pós-parto saudáveis, as recomendações são de pelo menos 150 minutos por semana de atividade aeróbica com intensidade moderada (ou seja, o equivalente a uma caminhada como um passeio mais rápido). Esta atividade deve ser programada ao longo da semana e ajustadas como indicação médica. As diretrizes aconselham que as mulheres grávidas que estão habituadas e envolvidas com atividades aeróbicas com intensidade mais vigorosa (corrida ou jogging) ou que são altamente ativas “podem ​​continuar a atividade física durante a gravidez e o período pós-parto, desde que eles estejam saudáveis ​​e discutir o profissional que a acompanha como e quando a atividade deve ser ajustada ao longo do tempo – meses e trimestres”(2). A Organização Mundial de Saúde e o Colégio Americano de Medicina Esportiva emitiram recomendações baseadas em evidências indicando que os efeitos benéficos do exercício na maioria dos adultos são indiscutíveis e que os benefícios superam os riscos (4).

A inatividade física é o quarto principal fator de risco para a mortalidade precoce em todo o mundo (3).

Na gravidez, o sedentarismo e ganho de peso excessivo têm sido reconhecidos como fatores de risco independentes para a obesidade materna e as complicações relativas associadas à gravidez, incluindo diabetes mellitus gestacional (DMG) (5-7). Alguns pacientes, ginecologistas-obstetras e outros profissionais ficam preocupados que a atividade física regular durante a gravidez possa causar aborto, crescimento fetal inadequado, lesões músculo-esqueléticas, ou parto prematuro. Para gestações sem complicações, estas preocupações não foram comprovadas (8-12). Na ausência de complicações ou contra-indicações obstétricas ou médicas (Quadro 1 e 2) , atividade física durante a gravidez é segura e desejável, e as gestantes devem ser encorajadas a continuar ou iniciar atividades físicas seguras (a lista de indicação de atividades estão no post 2 – clique aqui para ir até o post). Em mulheres que têm co-morbidades obstétricas ou médicas, um programa de exercícios deve ser individualizado. Ginecologistas-obstetras e outros profissionais devem avaliar cuidadosamente as mulheres com complicações médicas ou obstétricas antes de fazer recomendações sobre a participação da atividade física durante a gravidez

 

Quadro 1. Contra-indicações absolutas para o exercício aeróbico durante a gravidez

  • doenças cardíaca hemodinâmica significativa
  • doenças pulmonar restritiva
  • cerclage ou cérvix incompetente
  • gestação múltipla com risco de parto prematuro
  • hemorragia persistente no segundo ou terceiro trimestre
  • placenta prévia após 26 semanas
  • trabalho de parto prematuro durante a gravidez atual
  • ruptura de membranas
  • pre-eclampsia ou hipertensão induzida pela gravidez

 

Quadro 2. Contraindicações relativas para exercícios aeróbicos durante a gravidez

  • anemia
  • arritmia cardíaca materna
  • bronquite crônica
  • diabetes tipo 1 não controlada
  • obesidade mórbida extrema
  • baixo peso extremo – IMC < 12
  • histórico de estilo de vida extremamente sedentário
  • restrição de crescimento intra-uterino na atual gravidez
  • hipertensão não controlada
  • limitações ortopédicas
  • hipertiroidismo não controlado
  • fumante inveterada

 

Essas recomendações continuam nos próximos posts.

 

Estou amamentando, posso voltar a fazer exercícios?

Por Gizele Monteiro – Personal Gestante e Life Coach das mamães by Pós-parto em Forma

 

Essa é uma pergunta que não é rara de acontecer … Estou amamentando, posso voltar a fazer exercícios?

Muitas mamães tem medo de retomar a prática de exercícios – ou iniciar – por temerem que seu leite seque.

O retorno ao exercício no Pós-parto sempre deve ser gradativo, mas não só por uma preocupação com a amamentação, mas uma preocupação com o próprio corpo e riscos de lesão ou sobrecarga em regiões que estão sensíveis.

Durante o período gestacional muitas alterações corporais ocorreram e o retorno ao exercício deve sempre ser orientado por um profissional que entenda essas mudanças do organismo feminino, diferenciando assim o programa e o atendimento. Diante desse quadro, voltemos a nossa questão. Um profissional que entende o que acontece com a mulher saberá dosar o exercício numa intensidade adequada para que essa questão não seja respondida de forma positiva.

QUALQUER EXERCÍCIO ORIENTADO DE FORMA INCORRETA poderá comprometer a amamentação e provocar uma lesão dou dor – receba orientação correta – clique ano programa pós-parto em forma  – www.pospartoemforma.com.br

Outra coisa importante a se considerar é que a produção de leite consome muita energia. Uma mãe em fase de amamentação produz entre 800 e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite que a mãe produz, há um gasto de 600-700 calorias em média.

Portanto se o “exercício for intenso ou num volume elevado” e a mulher tiver uma ingestão inadequada poderá prejudicar a amamentação, pelo alto gasto energético que ocorre nesse período. Além do exercício e da ingestão alimentar inadequada, uma hidratação inadequada também poderá comprometer a amamentação.

As pesquisas relacionadas a amamentação e exercício observam um aumento de ácido lático no leite materno. Esse aumento relaciona-se com a intensidade do exercício, isto é, quanto mais intenso mais ácido lático haverá no leite. A grande discussão era que esse ácido lático poderia modificar o sabor do leite e dessa forma o bebê passaria a não aceitá-lo, sendo então que de forma indireta o exercício estaria interferindo na aceitação do bebê ao leite após o exercício pela mudança no sabor deste.

Alguns autores observaram essa resposta, havendo uma diferença na aceitação do leite em mães que realizaram “exercício intenso“, sendo o mesmo associado ao aumento da concentração de ácido lático. Os estudos com intensidades adequadas “não mostraram efeitos negativos” sobre a amamentação.

  • Veja a pesquisa!

Cary & Quinn (2001) em revisão literária concluíram que “exercício e amamentação” eram atividades compatíveis, sendo que dos vários estudos analisados os mesmos não demonstram efeito prejudicial do exercício leve-moderado durante a lactação não afetando a composição, o volume do leite, o crescimento, o desenvolvimento infantil, ou a saúde materna. O exercício também teria um efeito muito importante na melhora da aptidão cardiovascular nas lactantes e na sensação de bem-estar quando comparara lactantes ativas com mulheres sedentárias. Programa pós-parto em Forma – clique aqui!

Então concluindo: quando você treina, seu o organismo produz ácido lático e este ácido poderia modificar o sabor do leite, o que pode fazer com que o bebê rejeite o “peito”. Se o bebê não mama, o organismo não tem estímulo para produzir mais leite. Não havendo mais produção, o leite realmente pode “secar”, ou melhor, deixar de ser produzido.

O correto é um programa organizado e com sessões de treinos em que as intensidades não sejam ultrapassadas, não só pelo aspecto da amamentação, mas também pelo exercício intenso ou em grande volume poder comprometer o sistema músculo-esquelético nesse período.

  • Dica importante As mamas no período de amamentação estarão bem maiores e pesadas. Principalmente se a atleta for realizar atividades de impacto, como corrida, certifique-se de que eles estejam bem firmes (talvez seja necessário usar dois tops ou um suporte mais adequado).

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Referências Bibliográficas:

-Wallace, JP, Rabin, J. Int J Sp Med. 12 (3) :328-31, 1991. The concentration of lactic acid in breast milk following maximal exercise. Int J Sports Med. 12(3):328-31, 1991.

-Wallace, JP, Inbar, G, Ernsthausen, K. Infant acceptance of postexercise breast milk.Pediatrics. 89(6 Pt 2): 1245-7, 1992.

-Gale B. Carey, Timothy J. Quinn, Susan E. Goodwin. Breast milk composition after exercise of different intensities. J Hum Lact. 13(2): 115-20, 1997.

-Quinn, TJ, Carey, GB. Does exercise intensity or diet influence lactic accumulation in breast milk? Med Sci Sports Exerc. 31(1):105-10, 1999.

-Cary GB, Quinn TJ. Exercise and lactation: are they compatible. ? Can J Appl Physiol.26(1):55-75, 2001.

-Wright KS, Quinn TJ, Carey GB. Infant acceptance of breast milk after maternal exercise.Pediatrics. 109(4):585-9, 2002.

-Su, D, Zhao, Y, Binns, C, Scott, J, Oddy, W. Breast-feeding mothers can exercise: results of a cohort study. Public Health Nutrition. 10(10):1089-1093, 2007.